segunda-feira, 24 de novembro de 2008

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

DIVALDO FRANCO - JOANNA DE ÂNGELIS

Espinho cruel a ferir indistintamente é a palavra de quem acusa; cáustico e corrosivo é o verbo na boca de quem relaciona defeitos; veneno perigoso é a expressão condenatória a vibrar nos lábios de quem malsina; lama pútrida, trescalando fétido, é a vibração sonora no aparelho vocal de quem censura; borralho escuro, ocultando a verdade, é a maledicência destrutiva.A maledicência é cultura de inutilidade em solo apodrecido.Maldizer significa destruir.A verdade é como claro sol. A maledicência é nuvem escura. No entanto, é invariável a vitória da luz sobre a treva.O maledicente é atormentado que se debate nas lavas da própria inferioridade. Tem a visão tomada e tudo vê através das pesadas lentes que carrega.A palavra malsinante nasce discreta, muitas vezes, para incendiar-se perigosa, logo mais, culminando na calúnia devastadora.Não há desejo de ajudar quando se censura. Ninguém ajuda condenando.Não há socorro se, a pretexto de auxílio, se exibem as feridas alheias à indiferença de quem escuta.Quanto possível, extingue esse monstro da paz alheia e da tua serenidade, que tenta dominar-te a vida.Caridade é bênção sublime a desdobrar-se em silencioso socorro.Volta as armas da tua oração e vigilância contra a praga da maledicência aparentemente ingênua, mas que destrói toda a região por onde prolifera. Recusa a taça venenosa que a observação da impiedade coloca à tua frente.Desculpa o erro dos outros.É muito mais fácil informar-se erradamente do que atingir-se o fulcro da observação exata.As aparências não expressam realidades. A forma oculta o conteúdo. Ninguém pode julgar pelo exterior. Quando vier a tentação de acusar e apontar defeitos, lembra-te das próprias necessidades e limitações e, fazendo todo o bem possível ao teu alcance, avança na firme resolução de amar, e despertarás, além das sombras da carne por onde segues, num roteiro abençoado onde os corações felizes e livres buscam a Vida Verdadeira.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

APRENDA

Maledicência
Não fales mal de ninguém

Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.
Qual a razão última dessa mania de maledicência?
É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade.
Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.
A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.
Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de faze­rem brilhar mais intensamente a sua própria luz.
São como vaga-lumes que não po­dem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lan­ternas fosfóreas é muito fraca.
Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.
Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo des­valor dos outros.
Quem tem vigorosa saúde espiri­tual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.
As nossas reuniões sociais, os nos­sos bate-papos são, em geral, acade­mias de maledicência.
Falar mal das pessoas, das coisas alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algo parecido com whisky, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde mo­ral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.
A palavra é instru­mento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.
Poucos são os ho­mens que se valem desse precioso recurso para construir espe­ranças, balsamizar do­res e traçar rotas se­guras.
Fala-se muito por falar, para “matar tempo”. A palavra, não poucas vezes, conve­rte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.
Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades.
Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.
Guerras e planos de paz sofrem a poderosa influência da palavra.
Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel.
Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio. São enfermos em demorado processo de reajuste.
Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.
Pense nisso!
Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias fraquezas.
Evitemos a censura.
A maledicência começa na palavra do reprove inoportuno.
Se desejamos educar, reparar erros, não os abordemos estando o responsável ausente.
Toda a palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.
Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina.
Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, “a boca fala do que está cheio o coração”.

(Texto extraído do livro “A Essência da Amizade” – Humberto Rohden* – Editora Martin Claret).

sábado, 15 de novembro de 2008

Umbanda Parabéns, que venham os próximos 100.

Hoje 15 de Novembro 2008 a Umbanda completa seu Centenário. Parabéns a todos irmãos na Fé em Oxalá!
Umbanda mais que uma religião, um ideal!
Para aqueles que por toda vida, anos e dias dedicam-se pela religião, para um futuro melhor, para exaltar seu Centenário, para ser reconhecida e conhecida, a todos que simplesmente lutam parabéns.
Todo aquele que luta que defende um ideal, cria uma missão para sua vida, deverá contentar-se e aceitar a perseguição dos fracos, dos invejosos e inúteis seres que se travestem de fiéis, de uma fraca armadura da falsa humildade e nojenta modéstia. Estes que covardemente faz uso da boa fé alheia para amanhã lhe açoitar e atacar. Aqueles que mais apontam fogem de si próprio.
Aos idealistas, ficam as marcas das traições, das armadilhas, da ingratidão... Ah! Mas tem algo muito recompensador, que é a certeza de realizar-se, de poder deitar a cabeça no travesseiro e sentir o corpo cansado e mesmo a mente ainda cansada, porém satisfeita porque mais um dia fez-se útil.
Os guerreiros não têm tempo a perder, pois cada dia tem 24hs apenas, muitas são as atividades, as preocupações para que tudo saia bem até o momento do repouso. Assim, não conseguem olhar para a vida alheia com a empáfia do acusador insolente que só por não querer ocupar-se de algo produtivo, ocupa-se em tentar destruir a construção do outro. É sempre um problema de ego mal resolvido, de impotência acomodada, puro retrato de fraqueza moral.
Não te abates guerreiro! Siga triunfante com a certeza de que quanto mais incomodados aparecerem mais você está alcançando. Para cada um contrário, muitos outros beneficiados estarão sendo alcançados.
Bem, mas o objetivo deste texto é agradecer a todos que lutam e lutaram é reforçar a importância de todos para que hoje possamos falar abertamente da nossa fé e de nosso ideal.
Que venham os próximos 100 anos, muita luta ainda deve ser travada, muita coisa precisa ser conquistada e vamos todos cada qual no seu campo, fazer valer a que viemos.
Caboclo das Sete Encruzilhadas, nossa inspiração, enfrentou uma missão que nós seus meros soldados jamais imaginaremos. Irmão Zélio Fernandino de Moraes, obrigado!
Já diz o nosso hino: “Avante filhos de fé, com a nossa lei não há, levando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá...”

“As injustiças, as ingratidões que lhe têm sido feitas, nessa luta de há quase 40 anos, jamais contribuíram para um desfalecimento de sua parte, em levar avante a sua missão. Assim como a tremenda campanha feita contra Jesus por aqueles que desejavam o aniquilamento de sua obra e o desapa­recimento de sua doutrina, só contri­buiu para que ela, com mais rapidez e segurança, se propagasse pelo mundo inteiro, assim também toda a campanha urdida contra a obra do Caboclo das Sete Encruzilhadas só tem contribuído – e ca­da vez mais contribuirá – para o seu engrandecimento”. – Zélio de Moraes –

Saravá Umbanda, Salve seu Centenário!

Rodrigo Queiroz, um filho de Orixá que não desiste nunca!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ah! Minha Umbanda querida...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

LIBERDADE...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Educação e Vida

domingo, 9 de novembro de 2008

UMBANDA FEST 2008



acesse www.umbandafest.com.br

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

UM ÍNDIO... CEM ANOS... A FÉ...

 

Por Rodrigo Queiroz

“Um índio descerá de uma estrela colorida brilhante,

De uma estrela que virá numa velocidade estonteante,

E pousará no coração do Hemisfério Sul na América no claro instante...

E as coisas que eu sei que ele dirá

Não sei dizer assim de um modo explícito...” – Caetano Veloso -

 

Não sei se Caetano Veloso, ao escrever esta bela canção, falava do Sr. Caboclo das Sete Encruzilhada, porém, quando a ouvi pela primeira vez me remeteu a Ele, aos Caboclos de nossa amada Umbanda, e sempre que vou falar deles escuto no fundo de meus pensamentos esta canção.

Um Índio... Cem anos... A Fé... Quando nos debruçamos a conhecer a história da Umbanda, logo conhecemos Zélio Fernandino de Moraes e o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Parecia que, segundo as narrações que nos chegam, esse espírito tinha algo a realizar, mas sem grandes ambições. O que parecia ser uma manifestação mediúnica diferenciada tornou-se o nascedouro de uma religião, da minha religião e talvez da sua.

Lembro-me quando o JUS publicou a primeira vez a história da Umbanda, com o título 92 anos de Umbanda, nossa! Eu ficava imaginando como seria comemorar 100 anos, o que teríamos nas páginas deste jornal? Teríamos este jornal? Quantas páginas então foram publicadas de lá pra cá... E como numa contagem regressiva, ano a ano, o mesmo título para falar dos 93, 94, 95, 96... anos da Umbanda.

Fico imaginando a luta de tantos pais e mães no Santo ao enfrentarem a intolerância, o preconceito a repressão. O que parece manchas em nossa história repercute na verdade em grandes ensinamentos. Desde o primeiro momento que me deparei com esta religião, ainda na cozinha da casa de meu pai, aprendi que Umbanda é exercer a tolerância na inspiração de um Preto Velho, é ter determinação conceitual como um Caboclo e, acima de tudo, libertar e ser livre como um Exu. Umbanda, a meu ver, exercita todos os valores que, quando em sua forma invertida, combate. Por isso Umbanda pra mim é mais que uma religião, é um ideal, é um norte moral, é a prática das virtudes e a renovação dos defeitos em qualidades ao refrear os instintos nocivos.

Umbanda minha Fé, meu motivo, meu sentido... Me emociono quando lembro de tantas alegrias que ela me proporcionou e sei que sempre me presenteará.

Hoje vemos uma grande religião expansiva, naturalmente com seus conflitos internos, típico de todo segmento composto por pessoas racionais que a seu modo tentam fazer e indicar o melhor para a religião. Umbanda me faz compreender a existência, amar o ser humano e me aproximar da Natureza. Desperta em mim uma sensibilidade que me faz melhor.

Ao divagar assim sobre a Umbanda tento imaginar se nosso grande mestre Zélio de Moraes imaginou que sua fé e entrega a um espírito de “índio” provocaria tanto benefício coletivo assim. E penso sobre o peso de nossas ações... Esta foi a ação de Zélio.

Este Centenário deve nos levar a uma reflexão, deve nos inclinar a entender nosso coração, nossa fé, nossa história. Pensemos nos próximos cem anos e qual o peso de nossas ações e nossa responsabilidade com as gerações vindouras.

“Vim fundar a Umbanda, uma religião que harmonizará as famílias e que há de perdurar até o final dos séculos”, profetizou o Caboclo, pois não imagino como seria minha vida sem os valores que esta religião me traz.

Na canção citada tem outro trecho “Mais avançado do que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias...” assim que vejo o Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas, um espírito muito à frente do nosso tempo e que será sempre mais avançado, e a nós cabe caminhar neste rastro de luz que ele deixa.

“E aquilo que neste momento se revelará aos povos

Surpreenderá a todos não por ser exótico

Mas pelo fato de poder ter sido estado oculto enquanto terá sido o óbvio.”

Assim, agradeço a Pai Olorum por permitir ao irmão Zélio de Moraes ser meio do nosso mestre Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas! Viva sua força, sua luz, seu amor!

Saravá Umbanda!

Salve nosso Centenário!