quinta-feira, 25 de setembro de 2008

TER OPINIÃO, PODE?

Sobre consciência política na Umbanda
Por Rodrigo Queiroz
Saudações irmãos leitores, internautas, Saravá!
Venho escrever este texto por vários motivos. Tenho recebido diariamente várias solicitações para que manifeste minha opinião acerca do tema política x religião, dentre outros que rolam pelas listas virtuais.
É “regra” no meio da comunicação, não importando o formato, que o comunicador não manifeste opinião. Então, venho por muito tempo em conflito pessoal, pensando: até onde este conceito é válido? Quem é uma pessoa sem opinião? Afinal, existe uma linha divisória entre opinar e querer persuadir. Daí penso sobre este conceito e me deparo com a idéia da democracia, da liberdade, da opinião e expressão. Mas logo vem o “fantasma do protocolo” sussurrar nos meus ovidos: “Tome cuidado, afinal você é um comunicador”. E penso na revista Umbanda Sagrada, no programa Voz da Umbanda, no JUS, na TVUS, no Blog, Templo, etc. Então resolvi levar pro terreiro este tal “fantasma do protocolo” numa “sessão de descarrego”. Já estava ficando deprimido, pois, como todo ser humano, sou racional, penso, existo, opino, decido. Oras! Porque mãos atadas?
Agora decido me manifestar!
Estamos num período importante pro país, o período eleitoral. Lembro que há uma década, por onde passei, não se podia falar na hipótese de um religioso umbandista, independente de seu cargo religioso, pleitear um cargo eletivo. Era uma heresia, um pecado, enfim, tudo por conta da cultura de que política é sinônimo de sujeira, de picaretagem. Aliás, picaretagem em nosso meio religioso é algo tão raro, não é mesmo?
Por fim, isso tudo denota sempre uma falta de consciência política e má formação cidadã. Não existe outro caminho de realização efetiva para mudanças numa sociedade a não ser por meio das ações políticas. Isso vim descobrir ao longo desta década, conhecendo a história da nossa religião em outros Estados, como o RS que teve em Moab Caldas o primeiro Deputado Umbandista eleito na história do país, e lá começou algo de extrema importância para o desenvolvimento da religião; podemos afirmar que a situação política e cultural da sociedade gaúcha em relação à Umbanda é bastante diferente e melhor do que em qualquer outra região do nosso país. Temos historicamente nesse mesmo Estado o Mestre Marne, que como vereador implantou muita coisa, e atualmente o Presidente da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, Sr. Édio Elói Frizzo, um defensor da nossa comunidade e nossos direitos. Temos Átila Nunes e seus sucessores no Estado do RJ, que fazem da política um instrumento de realização e promoção de algo (no sentido de promover, mudar, acontecer) numa sociedade. No entanto, percebemos neste momento atitudes desagregadoras partindo de líderes da nossa religião, que, ao invés de estimular a importância de uma consciência política, vêm na contra mão com alegações que perdem o sentido quando desmascaradas da ilusão de crer que Deus nada tem a ver com política. Diga-se de passagem que esta idéia foi incutida pelo Catolicismo no momento em que inflava o mundo com suas idéias e conquistas através de articulações políticas.
Pois bem, quando falo de consciência política quero instigar você leitor a refletir sobre o que você espera de um candidato, independentemente de religião, não esqueça que antes de ser um religioso você é um cidadão comum a todos, e isso lhe imbui de uma grande responsabilidade coletiva, em que um voto significa a sua voz e seu poder de decisão e realização.
Eu penso que um candidato precisa atuar numa sociedade por completo e sei que um candidato amparado pela Umbanda tem condições maravilhosas de percepção das necessidades sociais. Porque afirmo isso? A equação é simples. A Umbanda sempre serviu de forma massiva para auxiliar a sociedade em suas necessidades, quer seja ela espiritual, material, psicológica e social. Veja, na década de 60 a 80, a linha dos Baianos serviu como um apaziguador para aqueles que saiam do campo (zona rural) pra tentar ganhar a vida na zona urbana. Neste choque ambiental e cultural buscaram na Umbanda o fortalecimento da sua fé, tendo nos Baianos uma linha de espíritos que retratam este arquétipo, aquele que viveu no campo e já está muito bem adaptado na cidade. As pombagiras vêm no mesmo período acalentar as mulheres quando o movimento feminista começa tomar grande visibilidade em nosso país, então aparece uma linha de espíritos confirmando que mulher tem sua beleza, sua força, seu brilho e independência, que ninguém diga o contrário. Assim por diante. Enfim, é ou não é uma ação política? Política numa definição prática é a resultante da necessidade de organização humana.
Semanalmente recebemos em nossos terreiros todo tipo de pessoa, de classe social, de cor, partido etc. Todo tipo de problema e necessidade. E quando uma mulher vem ao pé do Preto Velho reclamar que é violentada pelo marido, ou um jovem reclama a falta de emprego, o idoso chora a falta de atenção e oportunidade, o pai de família se desespera com o descaso do hospital público que o fez perder seu filho, quando um negro se entristece com preconceito racial, um homossexual se apega nesta religião livre por não tolerar tamanha homofobia, e nós mesmos Umbandista já não agüentamos mais tanta intolerância, etc. Esperam da Umbanda, dos Guias, uma solução, um milagre! E pergunto: o que podem os guias fazer? Ainda vamos nos enganar, achando que um espírito vá a um departamento de RH garantir o emprego do fiel, que um exu vá atormentar um Juiz pela causa de um fiel, ou que num acender de velas vamos acabar com a intolerância, preconceito, violência e descasos sociais? Desculpem-me, mas se crer nisso é ter fé, sou o mais incrédulo dos homens.
Portanto, sei que como Umbandista e pelos valores que a Umbanda me traz tenho um compromisso real com a humanidade, com a sociedade, que me permite pensar efetivamente sobre estas questões. Olhem que nem sou candidato!
Hoje, penso que devemos apoiar candidatos umbandistas e se, por ventura, na sua cidade não tem candidato umbandista, então que se formate para as próximas eleições um de nosso meio, caso esteja aparecendo um candidato não umbandista que tenha o apoio da Umbanda, então uso aqui as palavras do Ogã Dr. Hédio Silva Jr., ex-secrétário de Justiça do Estado de SP, quando questionado sobre como podemos identificar um candidato realmente compromissado com a nossa comunidade: “Este candidato deve expor esse compromisso em seu material de campanha e ser fotografado junto à comunidade e líderes da religião”. Reforçando que compromisso com a comunidade é compromisso com a sociedade. Não queremos ninguém pregando em plenário, queremos sim alguém fazendo valer os direitos de todo cidadão. Queremos de fato um país laico onde seus executivos e legisladores não tenham proselitismo nem prediletismo com os seus particulares.
Assim vou finalizando este texto, agradecendo sua atenção. Não estou pedindo voto a ninguém, mas reitero que votemos nos nossos, pois dos nossos podemos cobrar pelos outros. Pense nisso. Abaixo seguem alguns nomes que tenho notícia da candidatura.

São Paulo – Capital
Prefeito: Geraldo Alckmin 45
Vereador: Pai Guimarães 25.777
Bauru – SP
Prefeito: Caio Coube 45
Vereador: Mantovani 45.444
Rio de Janeiro - Capital
Vereador: Átila Nunes Neto 25.253
Caxias do Sul - RS
Vereador: Édio Eloi Frizzo 40.500
Vitória - ES
Vereador: Reinaldo Bolão 13.456

terça-feira, 16 de setembro de 2008

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FOTOS DO COQUETEL


Ricardo Barreira - Organizador e Mestre de Cerimônias
Fernando Mantovani - Buffet Mantovani
Caio Coube - Empresário Bauruense
Rodrigo Queiroz
Curimba do Instituto Cultural Aruanda - ICA
Rodrigo Queiroz e Marcelo Rodrigo Queiroz e leitoraRodrigo Queiroz com seus filhos - o Livro e o Luã
Sr. Manoel Januário, Rodrigo e Carlão
Fotos de Thaís Helena
Fonte: Revista Umbanda Sagrada
Mais detalhes do evento acesse www.umbandafest.com.br

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

CONVITE PRA VOCÊ!


INSTINTO NATURAL

Mecanismo Divino para o auto-julgamento!

Por Rodrigo Queiroz

A todo o momento nos deparamos com pessoas indignadas com Deus, pelas aflições que acometem a humanidade. Noutras vezes somos nós mesmos que nos viramos à Ele e buscamos respostas pra entender de onde é que vem tamanha dificuldade, provação?, dor, etc...
Sobretudo sempre tiramos a noção de causador de nossas aflições e fatalmente culpamos uma força externa ou um ente externo, de preferência sobrenatural e invisível, porque assim fica mais fácil de culpar. Já que ninguém vê mesmo!
Pensando nisso é que trago a você leitor um trecho do livro A Redenção, onde na página 30, Pai Preto de Aruanda elucida sobre um fator que todos nós temos embutidos em nosso ser e que nos faz entender como se processa a “execução da Lei” em nossa existência. Particularmente gosto muito desta explicação, pois dá pra entender como Deus não tem culpa de nada ao mesmo tempo em que ele nada interfere em nossa existência. Veja então:
“- Pai Preto, Jorge não reage, permite-se a esta obsessão, e se entrega à depressão psíquica dia a dia...- lamentou Flor de Liz.
- Pois é irmã, estes espíritos se fortalecem cada vez mais com a entrega de Jorge, quanto à depressão causada pelo remorso que Jorge tem alimentado podemos dizer que é a Lei Suprema sendo aplicada. Observe irmã, Deus, nosso Pai Amoroso e Generoso, não castiga ninguém, nem se vinga ou envia seus filhos para o “inferno”.
“Deus ao nos criar em sua semelhança dotou seus filhos de percepção e Instinto Natural, o que não se pode confundir com instinto de sobrevivência. Este Instinto Natural é a plena noção que todos têm em saber dircenir entre o certo e o errado, ou melhor, saber os limites individuais. O Instinto Natural fica dentro do nosso emocional e arquivado no inconsciente mental dos seres. Por isso, uns têm mais percepção do que outros. Nosso dever é sempre ir ao encontro deste Instinto, que nos tornará plenos em comunhão com o Pai e a Espiritualidade.”
“Quando nós ultrapassamos nossos limites individuais, automaticamente agredimos o limite de outrem, quer seja um irmão ou mesmo a Natureza. Agredir o limite alheio é o que chamamos de “pecado”.”
“Ao se cometer um “pecado”, automaticamente nosso Instinto Natural é ativado e começa a trabalhar nosso corpo emocional. É por meio dele que os seres se regeneram. Mas esta regeneração também é individual, ou seja, cada ser leva um tempo indeterminado para se conscientizar dos erros. Conscientizar-se não é o suficiente, é necessário ainda que se trabalhe a favor da reforma intima que levou ao erro, e ainda amenizar a dor ou sofrimentos causados ao alvo do erro.”
“O Instinto Natural tem mostrado a Jorge a infração cometida. Jorge não têm noção das coisas espirituais nesta encarnação, mas seu íntimo já traz longas experiências sobre elas. Tudo está em seu inconsciente. O Instinto Natural e os conhecimentos adormecidos o levam ao julgamento de seus atos e à autopunição. É importante saber que este processo o leva à depressão psíquica e não à depressão provocada por obsessão espiritual.”
“Então, irmã, veja como Deus é perfeito e maravilhoso. Ele preparou cada um de seus filhos com seu Juiz e Executor. Somos nós mesmos que nos julgamos e nos penalizamos, e não Deus, pois Deus é Amor Supremo.”
“E dependendo do resultado desse julgamento íntimo é que somos encaminhados ás zonas trevosas ou luminosas.”
“O Instinto Natural não recebe influências de concepções pessoais, pois ele é um Dom Supremo e Divino, que é ativado por uma força Divina e é completo em si mesmo.”
“Caso contrário todos se julgariam perfeitos e angelicais, não é, irmã?”
- Sim, Pai Preto – balbuciou Flor de Liz imersa aos conhecimentos transmitidos por Pai Preto.”
Portanto, vale a reflexão de nossos atos. Seja sincero e busque em você onde é que está sua infração. Caso não encontre conscientemente, então logo seu Instinto Natural irá te binar.
Saravá!

* A Redenção – Ascensão, Queda e Redenção do Espírito Humano, de Rodrigo Queiroz, pela Editora Madras, pode ser adquirido nas livrarias ou pelo site www.madras.com.br. Este livro conta a história de um Exu Tranca Ruas das Sete Encruzilhadas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A REDENÇÃO - Por Rubens Saraceni


LANÇAMENTO UMBANDISTA

A REDENÇÃO - Ascensão, Queda e Redenção do Espírito Humano
História do Sr. Exu Tranca-Ruas das Sete Encruzilhadas
Apresentação
Eis que mais uma trama cármica nos é mostrada de forma romanceada. Nela, os sentimentos assumem maior importância para os personagens que seus deveres para com o próximo!
A literatura espiritualista já vem há muito tempo nos trazendo histórias de erros monumentais cometidos por seres que se deixam arrastar pelos sentimentos descontrolados, geradores de ações que se desdobram no tempo e que avançam no plano espiritual, em que, teoricamente, nada acontece porque uns não acreditam em vida após a morte e outros acham que os espíritos nada fazem porque do “outro lado” nada existe.
Os romances espiritualistas (creia neles quem quiser) desmentem as afirmações acima e nos mostram que o lado espiritual é riquíssimo em experiências e aprendizado evolutivo.
Como o propósito de todo romance espiritualista é ensinar os seus leitores por meio da experiência e do sofrimento alheio, creio que temos aqui mais uma oportunidade de aprender pela leitura.
Rodrigo Queiroz, neste seu belíssimo romance, nos leva às profundezas da alma, nas quais os sentimentos positivos e negativos travam uma luta incessante, uns sobrepondo-se aos outros, confundindo o ser e mexendo com sua consciência de tal forma que espíritos inteligentíssimos mostram-se maus e ignorantes, não como condição permanente, mas como prisioneiros do próprio carma que criaram para si, do qual não conseguem se libertar.
Não vou contar aqui o que se passa no decorrer desta trama do destino, para não privar o leitor das descobertas do “virar de páginas”.
Parabéns, Rodrigo Queiroz!
Obrigado, Pai Preto de Aruanda, por inspirar tão instrutiva obra mediúnica.
Agradeço ao Senhor Exu Tranca Ruas das Sete Encruzilhadas por nos relatar suas dificuldades na longa jornada evolutiva. Com sua “biografia”, todos nós evoluímos um pouquinho mais!

Rubens Saraceni
Adquira este livro através do e-mail: contato@tvus.com.br ou pelo site http://www.madras.com.br/