sexta-feira, 20 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
“O DIA EM QUE A TERRA PAROU” E A UMBANDA
Por Rodrigo Queiroz
Quando assisti o filme “O dia em que a Terra parou”, imediatamente associei a história com a Umbanda, não com o terreiro, mas com o universo astral que circula na Umbanda e vim ensaiando de escrever algo.
O filme é um remake do clássico de 1951 que, por sua vez, foi baseado num conto de Harry Bates, chamado Farewell to the Máster. Conta a história do alienígena Kaatu que vem a terra com seu robô sentinela Gort, para salvar o planeta de nós humanos. A ordem é implantar um sistema para preservar o planeta, numa espécie de missão “arca de noé”, recolhendo exemplares de todas espécies animais em bolhas “plásmicas” e destruir a espécie humana que está esgotando a natureza da terra sem o menor pudor. Quando Kaatu é atingido por um tiro e então preso no hospital ao ser interrogado e falar do seu propósito se indigna com a postura da Secretária de Defesa quando dispara: “Vocês não tem o direito de invadir meu planeta”. E é justamente essa postura de propriedade que a espécie humana mantém perante o planeta que permite tal esgotamento de suas fontes naturais.
O paralelo que faço com a Umbanda é a idéia da existência de outras dimensões ao nosso redor que abriga outras espécies de vida inteligente e tem no planeta terra sua fonte de sustentação natural. Porém com um diferencial em relação aos humanos, estas espécies preservam o planeta e nós esgotamos.
O terreiro de Umbanda abre a oportunidade de convívio com estas espécies e realidades, inclusive venho escrevendo alguns textos relatando esta convivência, trata-se dos elementais (duende, gnomos, ninfas, silfos, etc), encantados (orixás incorporantes, seres de outra dimensão), espíritos (humanos no plano etérico), animais e uma gama infinita de magnetismos provenientes de elementos oferecidos pela natureza.
Sabemos claramente deste intercâmbio, da necessidade que nós humanos temos de interagir com estes seres e vice-versa. A questão é: qual o tamanho da nossa responsabilidade? Ou melhor, já que nos é dado a oportunidade de habitar físicamente este planeta e até modificá-lo a nosso favor, estamos dignificando nosso uso planetário? Sabemos a resposta.
Fico preocupado em imaginar uma rebelião de duendes, gnomos, encantados etc. (risos)
É leitor, vale a pena se atentar sobre as realidades paralelas que dependem deste planetinha e que nós prepotentes humanos tanto precisamos, mas faz questão de fazer de conta que não sabe disso. Estamos todos entrecruzados e somos o resultado disso, portanto como diz Fritjof Capra, “uma ação aqui reflete numa estrela no espaço”.
Outro ponto interessante do filme é o sentinela Gort, que apresenta a idéia do guardião pronto para a execução implacável conforme a lei, então qualquer semelhança com Exu é “mera coincidência”.
Por fim, mesmo Klaatu estando convicto de sua missão e Gort já ter iniciado o processo de extermínio da raça humana e tudo o que ela criou, ele precisando da ajuda de uma humana percebe que a raça alvo tem algo de bom, que é capaz de ser bom e decide dar mais uma chance e aborta a missão.
Mais um encontro com as lições de terreiro que normalmente na boca de um preto velho diante nossas ansiedades e desesperos pelo resultado de nossas próprias ações nos consola: “É mi zi fio, agora que vós zuncê sabe do erro, comece a acertar, pois é sempre o tempo para fazer diferente”.
Então caro leitor, vamos refletir e mudar nossos hábitos e não deixar chegar “O dia em que a gira parou”.
Saravá!
quarta-feira, 11 de março de 2009
RIBEIRÃO PRETO e a Umbanda
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Por Rodrigo Queiroz
Em meados de Outubro/08 recebi a ligação de uma leitora da Revista Umbanda Sagrada, Renata, de Ribeirão Preto-SP, queria mais informações sobre a revista bem como as atividades do ICA, papo vai, papo vem e nascia ali uma relação de expectativas sobre a Umbanda no interior paulista. Ela empolgada com as atividades do ICA e eu com a possibilidade de estreitar relações com os irmãos de fé em Ribeirão. Mais tarde conheço Pai Reinaldo, sacerdote de Renata, e então é determinada pelas partes a necessidade de se trabalhar pró Umbanda em Ribeirão. Estudadas as possibilidades, marcamos para 08 de março de 2009 uma palestra de lançamento do meu livro A Redenção na cidade.
De forma simples e objetiva fez-se a divulgação e, chegado o dia, Dia Internacional das Mulheres, isso me soou como bons presságios...
Chegamos em Ribeirão Preto e já nos deparamos com a certeza de novos paradigmas para a Umbanda local. Quando se tinha a idéia de que em Ribeirão a Umbanda é desunida, o que vemos é um evento deste acontecendo num órgão público e reunindo vários terreiros e muitas pessoas num domingo para falar da nossa Umbanda.
Com uma alegria imensa estampada nos olhos dos presentes, brilhava nos olhos de cada um a esperança de novos ventos para nossa religião no interior, a alegria de poder olhar no rosto de cada um e reconhecer mais um Umbandista, quando a sensação de solidão era freqüente para cada um.
Parabéns Pai Reinaldo e equipe. Obrigado Pai Marcelo Mendes pelo carinho e colaboração juntamente com sua esposa Mãe Najla, minhas reverências ao Pai Fernando e à jovem irmã de 72 anos, D. Marli que nos trouxe relatos incríveis sobre sua experiência espiritual.
Ribeirão Preto, a Umbanda te merece, vamos nos unir, fortalecer nossa irmandade para o bem maior.
Saravá!
