quarta-feira, 29 de abril de 2009

VESTINDO AS ROUPAS DE JORGE


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Salve São Jorge, Patakorê Ogum!
O Instituto Cultural Aruanda está lançando a nova campanha de camisetas, com design exclusivo e alto padrão de qualidade na estampa e costura.
Vista-se com as roupas de Jorge, mostre sua fé e devoção, fique protegido.

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Os tamanhos são:
Camisetas
P, M, G, GG e XG
Baby Look:
P, M, G
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O valor** é de R$ 20,00 + frete.

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SALVE JORGE, SARAVÁ OGUM!

** Toda renda deste material é destinado ao Intituto Cultural Aruanda para a manutenção de suas ações sociais e religiosas em prol da Umbanda.

terça-feira, 14 de abril de 2009

INICIAÇÃO e INICIADO – parte I

Por Rodrigo Queiroz
Ditado por Monge Yamashida

reformaintima

Quais considerações podemos declinar sobre o conceito “iniciação” e “iniciado”?
Milenarmente a prática iniciática é presente na humanidade, objetivamente trata-se do momento em que um ancião, sábio, líder ou coisa parecida dedica a transmitir seus conhecimentos, “segredos”, magias etc ao neófito, voluntário ou mesmo o “iniciando”.
Tradicionalmente as ordens iniciáticas instituídas pelos homens são carregadas de protocolos, etapas e preceitos para que o iniciando gradativamente vá se preparando para acessar os “mistérios” daquele segmento em questão. É necessário também uma relação de profundo respeito, reverência e subordinação entre o iniciando e seu iniciador... Estes são princípios básicos para o sucesso no processo iniciático. Porém não vamos agora falar sobre métodos, escolas iniciáticas e conceitos. Não cabe neste momento falar do externo, entender culturas e sistemas.
Queremos no entanto alertar a você sobre o fundamental e necessário sentido iniciático do ser espiritual em experiência humana para sua espiritualização, ascensão e conscientização, pois todos os sistemas criados pelos homens na terra para o processo iniciático consiste na intenção final de levá-lo a conhecer-se, dominar-se e iluminar-se, não com a luz externa e alheia mas tão somente com a luz própria que quando encontrada irradia e incandesce a si e o meio em que vive.
Nos dias de hoje onde as ofertas iniciáticas facilitam a todos um inserção nos “mistérios” propostos, percebemos o distanciamento do indivíduo no real caminho esperado que é o comentado, si próprio. Existe uma acomodação exacerbada dos indivíduos que dedicam no outro as possibilidades de alcançar seus objetivos e quiçá a própria iluminação. Um equivoco!
Ninguém poderá ofertar-lhe o que está somente dentro de si pois o único apto a encontrar é o próprio indivíduo. É certo que o mundo externo e as pessoas ao nosso redor podem auxiliar nesta procura e também atrapalhar, cabe a você alertar-se sobre seu convívio...
Do que estamos falando? O que está dentro de cada um? Que busca é essa?
Eu lhe pergunto: - O que você deseja para si? Caso a resposta seja a paz, um bom emprego, um boa família, bons amigos, sucesso, prosperidade, etc... seja a resposta que for, no fundo tudo o que deseja no fim é para ser feliz. Todos desejam a felicidade. E neste objetivo a busca para tanto turva os olhos quando este está voltado para fora, para o mundo concreto, para as coisas, pessoas e situações.
Tu és o queres ser? Ou és o que querem que sejas? Fazes o que queres fazer?
O objeto de busca que falamos é a luz interior, apenas encontrada através da profunda, sincera e intensa reforma íntima. A auto-iluminação não é fácil, nem simples. Está para todos, porém infelizmente poucos ocidentais entendem o conceito. Será que você pode entender?

Nota do médium: Sarava irmão leitor! Salve Monge Yamashida! Este irmão que se manifesta na Linha do Povo do Oriente vem neste texto inicial nos provocar quanto aos valores que carregamos conosco. Posso dizer sobre o péssimo hábito de julgo ao outro, que não é uma questão de razão ou inteligência, mas sim na maioria das vezes a tentativa de colocar-se superior em detrimento da apregoação ao outro. Não é só isso. Yamashida ainda nos alerta sobre a necessidade emergencial de analisarmos humildemente nossos hábitos, conceitos e fundamentalmente os comportamentos. Reconhecer o divino no outro como sugere a saudação Namastê talvez seja o caminho oportuno para o encontro do divino em nós. Reformar-se ainda é um grande e árduo desafio, pois exige ferramentas difíceis como humildade, resignação, paciência, reflexão e crítica pessoal.
Para finalizar recorro às palavras de um baiano que nos ampara, Sr. Zé da Peixeira que certa vez nos ensinou: “O objetivo de todos é a construção da própria fortaleza, sendo ela moral, mediúnica, espiritual. Mas não esqueça que ainda estamos remexendo a massa, para somente depois unir tijolinho com tijolinho e os ingredientes dessa massa, bem... há muito que aprender”
Então irmão leitor, pensemos. Até a continuação...
Saravá!

FONTE: rodrigoqueiroz.blogspot.com e publicado no JUS abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Uma visão da gira no lado espiritual

Ditado por Pai Zuluá de Aruanda

São 19h30 o espaço físico do Templo está tranqüilo, alguns médiuns chegando, arrumando o necessário para a gira, alguns na cozinha, outra passando pano com extrato de ervas no chão sagrado e o sacerdote firmando o Congá e demais assentamentos. Tudo dentro da rotina tradicional parecia mais uma gira de preto velho. A energia do ambiente até então dentro da normalidade.

Quando o relógio aponta 19h48, do lado espiritual começa uma grande movimentação, na rua alguns cavaleiros montado em cavalos brancos de um porte superior aos mais superiores do plano físico firmavam sua posição e ronda nas quadro esquinas do quarteirão em que se encontra o Templo. Não é normal este tipo de escolta, porém nada diferente apontava por ali, quando um portal se abriu na porta de entrada do Templo e muitos Guardiões e Guardiãs começaram a chegar e tomar seus postos frente ao Templo. O Guardião chefe da casa chega após os outros, cumprimenta a todos e adentra ao Templo com mais dois companheiros e uma companheira, posicionam na consulência, ele vai até os médiuns verificar qualquer anormalidade, em alguns poucos que estavam emocionalmente enfraquecidos ele irradiou uma energia de coloração vermelho claro, por alguns instantes a aura destes médiuns vibrava a cor, depois pareciam que eram absorvidas a exemplo de um creme hidratante usado entre os encarnados, passo seguinte estes membros sentiam-se mais animados. Feito isso dirigiu-se a Tronqueira[1]. Lá estava seu médium, o Sacerdote do Templo, ele se faz presente e inspira que naquela noite algumas coisas “estranhas” ocorreriam, mas que ficasse tranqüilo, pois nada estava fora do planejamento de atuação.

Os médiuns já começam sentir uma energia estranha no ambiente, alguns sentiam irritação e outros sonolência, é importante compreender que neste caso é uma reação orgânica que os médiuns manifestam em contato com energias não habituais, e neste sentido cada qual reage de uma forma. Apesar disso todos mantinham-se em seus lugares concentrados para a manifestação dos Preto-Velhos.

Na consulência uma Pomba Gira irradiava sua vibrações nos visitantes, alguns ali chegando com grandes tormentos psíquicos e emocionais, no entanto, no geral a maioria estavam em ótimo estado espiritual, vindo ao Templo únicamente para exercer a sua religiosidade.

A sineta toca, badalada pelas mãos do Sacerdote, algumas faíscas são espargidas da sineta no momento e um clarão se faz presente sobre as velas acesas na mesa dele. Uma esfera se forma desta luz e começa a absorver os pensamentos e vibrações de todos os membros da corrente mediúnica. É possível observar com clareza um cordão saindo desta esfera e se ligando no chakra frontal do Sacerdote enquanto ele procede com a defumação e desta forma ele vai sendo informado sobre o estado emocional e espiritual da sua equipe de trabalho nesta noite.

O Sacerdote ministra sua palestra inicial falando sobre auto-iluminação e a linha de trabalho da noite. A consulência atenta ouve com prazer e começa o processo de reflexão que ajudará muito o trabalho dos guias espirituais.

Após as etapas litúrgicas da abertura já os Pretos Velhos ao lado de cada médium, o guia chefe incorpora no Sacerdote e instantaneamente o ponto riscado na força dos Guardiões, firmado na porteira que separa a consulência da corrente mediúnica dispara um clarão do seu centro e um disco girante paira um metro de altura. Algumas energias densas ligadas ás pessoas da consulência começa a ser atraída pelo disco, um fenômeno muito parecido com um imã grande e potente.

Um a um os guias vão tomando conta de seus médiuns sob as vibrações emanadas pela curimba.

Os atendimentos iniciam e tudo vai correndo com normalidade, hoje vou falar do trabalho que a médium Bernadete desenvolve sem saber. Cada pessoa que seu preto velho atendia vinha com um ou outro obssessor ou cascões muito grosseiros no corpo astral. Após o atendimento os obssessores se mantinham amarrados ao lado dela, os cascões e demais dejetos energéticos eram jogados dentro de um saco grande. Logo mais aconteceria algo.

Num determinado momento, o ponto riscado do lado direito da porteira interna para a força de proteção da linha da direita começou a irradiar uma intensa luz azul escuro que formou um imenso portal por onde começou a chegar muitos espíritos dementados, machucados, dilacerados e alguns revoltados. Foram todos posicionados no centro do salão, alguns médiuns em desenvolvimento sentiram uma energia estranhíssima no ambiente e sem perceber doava ectoplasma para os guias trabalharem e naturalmente iam ficando cansados. Então três dos cavaleiros de fora entraram correndo no salão sob o toque de um ponto cantado a Ogum. Eles circularam estes espíritos com correntes grossas no chão, esta corrente em círculo também abriu outro portal que recolheu estes espíritos, tudo supervisionado pelo espírito guia responsável em promover um trabalho de Socorro Espiritual.

Pai João espera a última atuação da gira. Lembra da Bernadete? Então, ela após a desincorporação do Preto Velho, sente a presença do Exu Gira Mundo e tenta fingir para si que não é com ela. Mas ele vai minando suas defesas e incorpora, estabilizando assim suas energias e repondo o que foi sendo esgotado ao longo dos atendimentos, quando desincorpora, acorrenta todos os espíritos que estavam em volta dela, coloca o saco com os dejetos energéticos nas costas e ainda aproveita para fazer incorporar um dos necessitados mais necessitados que as outras dezenas de obssessores em volta. Após ele se recolhe e tudo fica tranqüilo.

Pai João se despede, fim de mais uma gira.

Saravá!


[1] Tronqueira é o nome que se dá ao espaço ou ambiente dedicado à assentamentos da força de Guardiões e Guardiãs (Exu e Pomba-Gira).