sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SALVE ZUMBI

BUBY FALA NO TEDx SP

Babalorixá Carlos Buby fala no encerramento do TEDx São Paulo

TEDx SP Carlos Buby

O Babalorixá Carlos Buby encerrou o TEDx São Paulo, com palestra inspirada no seu encontro com o Caboclo Guaracy e uma homenagem aos organizadores. Para alguns twitters, que acompanharam o evento, a presença de um representante da umbanda de hoje, única religião brasileira e a “mais natural de todas”, como Carlos Buby, foi considerada “genial”. Espalharam ao vivo, algumas de suas frases que marcaram sua fala como, “o que determina a veracidade de uma historia não são os fatos, mas a credibilidade de quem a conta”, “é muito fácil saber o que desejamos , mas não o que necessitamos”, “atingir um objetivo não é só lutar e chegar, mas entender o processo” e ainda, “qualquer atividade feita apenas com técnica, morre com o seu criador”.

Cerca de 800 pessoas se reuniram dia 14 de novembro, no Teatro Mooca em São Paulo para participar do primeiro evento TEDx do Brasil. Durante mais de 12 horas, a platéia composta de um público minuciosamente selecionado - muito mais se inscreveram mas não obtiveram vagas -, assistiu às apresentações de 33 palestrantes. Reunidos em torno da questão “ o que o Brasil tem a oferecer ao mundo hoje?”, pensadores brasileiros de várias áreas do conhecimento tiveram o desafio de abordar assuntos que contribuem a construir na prática um mundo melhor. O TEDx São Paulo nasceu do evento TED que acontece desde 1984 e recebe, na Califórnia, grandes expoentes de nome internacional, como Bill Gates, Bill Clinton, Al Gore e Michele Obama. Com o sucesso crescente desse projeto e o lema “espírito das ideias que merecem ser espalhadas”, o TED criou a versão local e independente do evento, os TEDx.

O sucesso do primeiro TEDx São Paulo foi indiscutível e os ecoes nos twitters, facebooks, blogs e outros representaram até agora 99% de elogios. Seus organizadores, Helder Araújo, Raphael Vasconcellos, Dudu Camargo e outros empreendedores inspirados e voluntários que tiveram a iniciativa de trazer a experiência TED para o Brasil, contagiaram todos com sua paixão pelo poder das idéias, aquele que permite “mudar atitudes, vidas e em ultima instancia, o mundo” como proclamam. Em breve, no site do TEDx São Paulo http://www.tedxsaopaulo.com.br/, estará disponível a palestra de Carlos Buby e de todas as brilhantes apresentações.

Fonte: www.batoke.com.br

domingo, 15 de novembro de 2009

IMPERDÍVEL

Obra Prima imperdível para quem gosta de Cultura e Espiritualidade!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

POR DETRÁS DA MÁSCARA


Por Rodrigo Queiroz

Ditado pelo espírito Pai Zuluá de Aruanda


Naquela noite o paciente Preto Velho havia ultrapassado os 30 atendimentos e desde sua chegada na gira, seu semblante permanecia o mesmo, não sorria gratuitamente e tampouco carrancava a expressão, parecia que de certa forma ele estava indiferente naquela noite...

A hora já sinaliza fim da gira, então me encorajei e fui ao seu encontro, me aproximei, cruzei o solo, bati a cabeça em reverência, beijei sua mão. Normalmente faço isso mecanicamente, nesta ocasião algo me fez sentir o valor e importância de cada gesto, estranhamente me sentia emocionado e com um nó na garganta e foi então que o sábio Preto Velho falou:

“Sarve mi zi fio, sarve nosso Sinhô Jesuis Cristo, sarve os Orixás, valei-nos Zâmbi....”

“Salve meu Pai, salve a vossa luz e sabedoria! – saudei.”

“Sarve meu dedicado cambone, hoje vós zuncê ficou me mirando e curioso vem até o nêgo veio. Mas vós zuncê num carece de falá nada não, nêgo vai explica”

Daqui transcrevo seu ensinamento sem o sotaque característico. Então o Preto Velho, Pai José me ensinou:

“Filho, vocês sabem que nós nos deslocamos de uma espera bem distante em auxílio desse mundaréu de “necessitados”, fazemos isso por amor aos nossos, por essa humanidade da qual nós somos parte. Por amor ao Pai Zâmbi é que sempre estamos por aqui.

Hoje o filho percebeu a indiferença do nêgo, pois hoje este Preto Velho resolveu manifestar na face e nas palavras o reflexo que está escondido atrás da máscara de sofredor e humildes consulentes que são esta maioria que por aqui passaram nesta noite.

Se você se atentou mesmo, percebeu que com apenas uma consulente o nêgo proseou um pouco mais e ainda lhe entregou uma vela.

Pois então meu filho, dos 35 consulentes que este nêgo atendeu, apenas ela se colocou diante deste velho e não só foi sincera ao relatar o seu motivo de estar aqui como foi verdadeira em acreditar que de fato nós podemos colaborar em seu auxílio. No entanto os outros manifestam o retrato de um quadro infeliz que se apresentam nos terreiros de Umbanda por aí.

Estes descompromissados indivíduos vêm ao terreiro por uma espécie de desencargo de consciência e se colocam diante dos guias com uma “carinha” de coitado, contam sobre sua aflição e já esperando que nós produzamos um fenômeno espetacular e nesta expectativa vibram no seu íntimo: ‘-Não creio em você’.

Estes expectadores de fenômenos circenses ou coisa parecida são os mesmos que escutam as orientações dos guias e as esquecem assim que cruzam a porteira que separa o limite entre a corrente mediúnica e a consulência. Estes não são religiosos e tampouco preocupados consigo. Querem de alguma forma encontrar caminhos fáceis para atingir suas metas pessoais e esperam que nós os espíritos os auxiliemos nessa empreitada, porém não esqueça do que disse: apesar de esperarem isso, não acreditam de fato que façamos algo ou mesmo que aqui estamos.

Estes são os zumbis da sociedade, da existência, pois andam pra lá e pra cá sem consciência do que é ou do que quer.

Por isso meu filho que hoje viste este nêgo aparentemente indiferente, pois eu manifestei o que cada um trouxe em seu íntimo e foi exatamente isso que cada um recebeu.”

Emocionado e envergonhado ao mesmo tempo, senti na profundeza de minha alma o que este Preto Velho dizia e ainda arrisquei:

“Pai José, muito obrigado pelo ensinamento, vou refletir sobre tudo e compartilhar com os irmãos da casa. Se me for permitido, qual será então o desdobramento do caso da irmã que foi verdadeira?”

“Esta fio, quando chegar em casa terá seu problema resolvido. E você tenha uma boa noite.”

Saudei o sábio Preto Velho e de certa forma perturbado voltei para meu lugar, a curimba já entoava o ponto de subida.

Emocionado agradeci a Olorum por ser Umbandista!


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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

SOL

Bauru, 02 de Novembro de 2009

Hoje o dia nasceu diferente. Diferente em beleza, um lindo dia.!Pois é, nos últimos quatro anos o dia de Finados foi muito chuvoso e frio, mas neste ano foi diferente, muito sol e um agradável calor.
Ao fim da primeira parte da celebração do 5º Culto à Pai Omolu recebo a notícia de que eu tinha apenas 30 minutos para chegar ao hospital caso quisesse recepcionar o nascimento da minha filha, a Sol.
Entendi então porque o sol brilhava tão intensamente num céu azul lindo e limpo, a Sol chegava à luz para, como o seu nome sugere, iluminar a minha vida e de sua mãe.
Sol, minha filha, meu amor, minha vida seja bem vinda a esta nova realidade, não tão seguro como o ventre de sua mãe, tampouco tão aconchegante, porém um mundo necessário para nossa caminhada...
A alguns dias venho pensando como seria este momento de escrever sobre seu nascimento, pensei que seria fácil escrever o que estou sentindo e agora percebo que não consigo por no papel o que sinto, é indescritível. Então vou registrar o que desejamos a você, antes quero compartilhar uma nova descoberta.
Sempre comentei com sua mãe, qual seria a sensação de ter mais que um filho? Pois o amor que sinto por seu irmão é tão grande e intenso que mesmo após quatro anos do nascimento dele este amor continua a crescer. Minha dúvida sempre foi se com outro filho esta sensação se dividia ou nós explodíamos? Você me trouxe a resposta. Acontece que surge um novo coração dentro de nós e imagino que para cada filho um novo coração nasce e é por isso que não há prediletismo ou competição de sentimento. Simplesmente amamos incondicionalmente aqueles que são parte de nós.
Portanto minha filha, desejo que você seja feliz, cresça aprendendo a todo instante e quando sentir dificuldades nos desafios que confrontará não esqueça que seus pais estarão prontos a lhe acolher e auxiliar.
Desejo que seja feliz, mas não sem lágrima, pois elas lhe ensinarão a refletir e ao refletir terá a oportunidade de crescer e melhorar.
Desejo que ame e seja amada, não sem decepções, pois a cada desilusão amadurecerá e mais fortalecida poderá selecionar melhor aqueles que poderão contar com seu amor, sua amizade, sua fidelidade...
Desejo enfim que ame a vida, irradie sua luz por onde passar e faça a diferença nesta sua oportunidade reencarnatória.
Sol, escorpiniana, filha de Mãe Egunitá e Pai Omolu...
Eu tenho que agradecer a Pai Olorum, por me presentear com os "astros" que vem para equilibrar e dar um sentido diferente à minha vida, primeiro o Luã e agora você, a Sol.

Salve o astro rei, o Sol!
Salve Mãe Egunitá, Senhora da Luz Flamejante que purifica e energiza nossas vidas!
Salve Pai Omolu, Senhor da Transcedência que paraliza e encerra os distúrbios em nossas vidas!

Saravá!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Religiões Celebram o Dia de Finados


JC ouviu representantes de diferentes doutrinas sobre o significado da morte e as crenças envolvidas nesta data

Feriado oficial no calendário nacional, o Dia de Finados, comemorado hoje, é mais especificamente celebrado pelos católicos. Muitas pessoas vão aos cemitérios para reverenciar seus entes queridos e deixam flores sobre seus túmulos, acendem velas e fazem orações. Outro ritual é participar de missas, cultos ou encontros para lembrar os mortos. Porém, o significado da morte difere entre as religiões e crenças. Por isso, o Jornal da Cidade conversou com representantes de diferentes doutrinas que explicam suas crenças.

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos e visitavam os túmulos dos mártires. Já no século V, a igreja católica dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, mas foi no século XIII que esse dia anual passou a ser comemorado em 2 de novembro, logo após a Festa de Todos os Santos (no dia 1 de novembro).

De acordo com dom Caetano Ferrari, bispo diocesano de Bauru, a morte é a passagem da vida humana para a vida eterna com Deus. “A morte para nós não significa que a vida foi tirada, mas sim que ela foi transformada. É um momento de passagem para a vida eterna”, explica.

Como se preparar para esse momento? “Vivendo bem”, afirma o bispo. Para os católicos, o melhor modo de viver é por meio de uma vida tranqüila, com boa relação com Deus, com as pessoas e com o espiritismo. “Todos temos que viver a vida sabendo que estamos aqui de passagem. A nossa fase definitiva é junto com Deus. Estamos aqui como peregrinos e, chegada a hora, vamos morrer. Sabemos que não é o fim, mas vamos para uma vida de amor com Deus”, revela dom Caetano.

Por isso, para a Igreja Católica o Dia de Finados é um momento para recordar das pessoas amadas que morreram. “Queremos entrar em comunhão com elas e fazemos isso por meio da comunhão com Deus, porque acreditamos que elas são agentes do senhor”, conta. “Essa cerimônia se realiza mediante a liturgia, a oração e a missa. Por isso é tradição ir até cemitérios com flores e acender velas”, acrescenta o bispo.

Já para os umbandistas, a morte é um ponto de transcendência do estado físico para o espiritual. “A umbanda é uma religião encarnacionista. Ela entende a morte como o fim de um ciclo material desta fase de corpo físico para o retorno a realidade. Estamos aqui por passagem, a realidade natural é o mundo espiritual”, explica o sacerdote Rodrigo Queiroz, do Templo Escola Umbanda Sagrada de Bauru.

Com esta visão, a morte não é um momento de lamentação, mas sim de celebração, afirma Queiroz. A garantia de uma boa transcendência é a “evolução do espírito”. “Precisamos dentro de uma série de preceitos e comportamentos humanos, ser cada vez mais comprometidos com o comportamento de auxílio ao meio em que vivemos, são necessárias ações positivas, frear os extintos negativos para promover uma lapidação da alma”, revela o sacerdote. “Se não for assim, a pessoa pode garantir uma queda para esferas inferiores da evolução no momento da morte. O preparo para a morte deve ser no nosso dia-a-dia e o saldo que cada um colhe no final da vida física é a sua obra de vida”, finaliza.
Juliana Franco