segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

NOVO ENDEREÇO

Olá Internauta, saravá!

Este blog está em novo endereço, por favor acesse:


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

MENSAGEM NATAL E FIM DE ANO!

Olá internauta, amigo(a) e companheiro(a)!

Abaixo deixo um vídeo mensagem para refletirmos sobre o que passou e no energizar para o que virá.

Sugiro que esteja em silêncio, aumente o volume e se concentre...

Este texto de Willian Shakespeare é inspirador, me acompanhou muito neste ano de 2010 e o multipliquei o quanto pude.

Bom Natal e um bom Ano Novo!

Abraços,

Rodrigo Queiroz

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

BALANÇO 2010



Balanço 2010
Hora de refletir e agradecer!

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...

- William Shakespeare -

É costume meu chegar neste período de Dezembro, todo ano, e escrever um balanço. Na verdade é um exercício de reflexão, acredito na eficácia disso, no benefício que pode me trazer e também acredito que compartilhar com você é algo natural, uma vez que procuro compartilhar neste espaço os principais acontecimentos da minha vida, da Umbanda e do país neste blog.
Sei também que neste ano estive "relapso", escrevi poucos textos por aqui, mais divulguei atividades e vídeos e criei de certa forma um distanciamento. Mas isso se deu pelo fato de que estive mergulhado em muitas atividades, onde a Umbanda era a principal, estive focado no exercício sacerdotal e no colégio; paralelo a isso tem o profissional, o pai, o marido e o estudante, enfim, em alguns momentos precisamos fazer opções.
No entanto, este ano foi corrido porque foi para mim o ano de ótimas colheitas, de administrar e cuidar dos resultados de anos de dedicação e investimento, como tem sido o caso da plataforma Umbanda EAD, já falarei disso.
Quero organizar este texto em breves tópicos e agradecimentos, pois tento forçar minha memória sobre possíveis situações ruins no ano e não as encontro, alguma ou outra situação que venha me ocorrer é rapidamente suprimida por lembranças gratificantes, então posso dizer que não há do que reclamar e nem usaria este espaço para tanto.

FAMÍLIA

Neste ano usufrui da sensação diária de família completa, sabe quando você olha para a esposa, filhos e pensa: "Isso é tudo o que preciso!"? Pois é, com dois filhos, um completou seus cinco anos, é um "moço", e a caçulinha fez um aninho, é uma bebezinha (risos), começou a andar, estão nascendo os dentes e acredita piamente que fala a nossa língua, porque ela fala muito, mas só ela e a mãe entendem. A mãe, minha esposa, amante, amiga, confidente, cúmplice, sócia, parceira e linda! Me faz reviver diariamente paixão e amor, o coração bater acelerado, frio na barriga, satisfação em ver, admiração por estar ao lado; como todo casamento, com ela também vivencio a dificuldade que é viver com outra pessoa, diferente de você, que se une por amor, mas que o amor não evita os conflitos, estes necessários para o crescimento humano, espiritual e para o amadurecimento matrimonial, é vivendo ao lado dela que sou levado frequentemente a refletir sobre minhas atitudes, a vida conjugal, o "respirar fundo", o ceder, o impor-se, respeitar opinião contrária, enfim. Penso que todo aquele que vive com o seu grande amor está apto e vivendo o que narro. Há dias em que os conflitos são tempestuosos, claro que a culpa não é minha, não tenho "TPM" (risos), e após uma tremenda trovoada, respira-se fundo, os olhos se cruzam, o riso é inevitável e pronto, o Sol brilha novamente, o amor se impõe, a vontade de estar junto, de compartilhar, de mais um dia ao lado do outro porque o amor que é verdadeiro se impõe. Também não acredite que o amor evita "DR", ou seja, "Discussão da Relação", é incrível como todas as "fêmeas" gostam disso, tenho impressão que isso ocorre até no reino animal... Mas o fato é que são nestas horas, chatas por sinal, que ouvimos, falamos e refletimos, reciclamos a relação e com sinceridade podemos continuar melhor, por isso olhamos para trás e vemos uma relação que amadurece todos os dias na linha do tempo. Sinceramente eu achava difícil a ideia de envelhecer ao lado de uma pessoa, mas ela me faz acreditar nisso, não só acreditar, me faz sentir uma profunda vontade de viver isso.
É com tudo isso que estabelecemos uma família, posso apresentar isso aos meus filhos e ajudá-los no crescimento deles.
Minha querida esposa, eu te amo e obrigado por aceitar compartilhar esta trajetória comigo.
Por motivos profissionais, minha mãe está diariamente comigo, é a força motriz da nossa pequena empresa e segura esta responsabilidade diante da minha constante "ausência", depois de muitos anos, a vida nos uniu para uma vivência diária, mas como é difícil lidar com o espelho, tudo o que eu tenho de "chato" puxei dela (risos), e por isso nos entendemos.
Enfim nasceu meu sobrinho, meu afilhado, a família no geral vem crescendo, meu irmão, meu parceiro, sendo também um dos meus fortes apoios para as realizações que se seguem, muito obrigado irmão, cunhada, pequenos Lívia e Lucca.
Minha irmã, filha espiritual, companheira, cambone, peça fiel do meu exercício espiritual, que me permite me jogar diante à espiritualidade, pois ela está ali ao lado vigilante e zelosa, obrigado mana, Flavinha!
Vou parar aqui...

FAMÍLIA ESPIRITUAL

Esta composta por todos aqueles que fazem parte do ICA - Instituto Cultural Aruanda, quer seja como consulente ou membro, fazem parte da minha espiritualidade, da minha fé, do meu compromisso e da minha motivação. Talvez estes todos não façam ideia, mas muitos homens e mulheres passam uma vida toda procurando um motivo para a vida, um sentido para a existência e eu, abençoado por Olorum, muito cedo encontrei, o motivo é a Umbanda e a motivação são todos estes que estão, são e serão Umbandas...
Sartre diz "Só é homem aquele que encontrou um motivo para viver", tem outro pensamento que não recordo a autoria que diz "A vida só vale a pena viver quando se encontrou algo pelo qual vale a pena morrer" e li outro dia um assim "A vida só vale a pena ser vivida quando envolvida com outra vida", bem, acho que isso resume ou explica a profunda importância que a Umbanda tem em minha vida, pois vai além de uma religião, é um ideal a ser vivido, mas Umbanda não é instituição, Umbanda são as pessoas que fazem ela se manifestar.
Semanalmente um grupo de pessoas me faz sentir melhor, motivado e energizado, cheio de responsabilidade e desafios, estes são os filhos espirituais, "filhos-de-santo", companheiros, parceiros, fieis, leais e comprometidos com o ideal. Estes me fazem sentir o sangue correr pelas veias, me fazem dormir em paz e me vitalizam de esperanças, de uma esperança que não cessará enquanto estiverem por perto, a esperança de uma realidade melhor para Umbanda. Não entenda errado, não falo que a Umbanda precisa melhorar, nunca precisou, quem precisa melhorar são o Umbandistas, os que estão e os que virão à Umbanda.
A cada aula, palestra, manifestação em que posso falar de e da Umbanda sinto que exerço minha religiosidade no mais primoroso e satisfatório ápice, alguns podem julgar equivocado o que digo, podem dizer que incorporar o guia é o ápice da manifestação religiosa, desculpe, mas, para mim, falar, ensinar, aprender e ajudar através do verbo me realiza profundamente, claro que ao incorporar me sinto mais perto de Olorum, mas isso já é a manifestação do meu exercício religioso, meu transe, outra história...
Aprendi certa feita que o médium é um caminho no caminho dos outros. Pai Tupinambá nos ensina que o Templo é um caminho, uma estrada que abriga várias vias, cada médium ali presente é uma via, cada indivíduo é um trecho e é por isso que os mentores na Umbanda são denominados "Guias", pois nesta história de ser caminho e estar num caminho é fácil se perder, precisamos mesmo de guias a nos apontar a direção...
Estes que me reconhecem como Pai na senda espiritual têm em mim a devoção de serem considerados filhos espirituais e é nesta relação que podemos todos aprender, ensinar e evoluir. Por isso meus filhos, amigos, parceiros, muito obrigado por serem o que são!
Oxalá nos proteja e nos ampare!

ICA E TEMPLO

Iniciamos o ano com a proposta de trazer grandes melhorias estruturais ao ICA / Templo, para isso o grupo de Mantenedores trabalhou constantemente criando várias frentes de ações para arrecadação de fundos.
Outros buscando como somar o ICA em ações governamentais e colocar em prática sonhos previstos em nosso estatuto.
A intenção é criar ações e melhorias a fim de enaltecer a religião. Congregar pessoas que buscam na Umbanda uma identidade religiosa com essência, atualidade e modernidade.
Foi assim que através de muito esforço e muita gente ajudando que fechamos este ano com o Templo em plena reforma, trocando todo o telhado por telhas ecológica, térmicas e acústicas, pintura nova, reparos diversos...
Mas com a licença de todos, tenho que dizer que foi uma conquista ainda inestimável a nossa contemplação com o Ponto de Cultura na cidade de Bauru, este foi um importante reconhecimento do Governo Federal e da Secretaria Municipal de Cultura em nos contemplar com tal missão, desenvolver cultura popular para a comunidade em Bauru, sabemos que isso terá grande repercussão e notoriedade e, o melhor de tudo, é uma ação cultural e social promovida por uma Instituição de Umbandistas, por Umbandistas, isso é cidadania, isso sim é caridade, é o que fazemos fora do terreiro.
Parabéns a todos que são envolvidos e comprometidos em todas as frentes de ação do ICA.
Muito obrigado!

UMBANDA

O melhor deixamos por último...
Este ano confirmei para mim e para tantos outros que se permitiram que tecnologia a serviço da espiritualidade promove a evolução sem fronteiras.
Sem a pretensão de sermos heróis da religião, mártires ou "papas", porque a Umbanda não precisa de nada disso, ela precisa de filhos... apenas filhos.
Todo filho quer aprender, o filho cresce e pode ensinar, é natural...
A plataforma UMBANDA EAD - Ensino sem distância! congregou neste ano mais de 1.200 Umbandistas em diversos cursos sobre a religião, são irmãos de várias cidades, todos estados e outros países que, se não fosse por este meio, certamente não conseguiriam ter acesso ao estudo livre, didático e guiado. Constatamos a impressionante eficácia desta ferramenta e o incrível nível de satisfação e aprendizado. Isso é a Umbanda, isso é a união de ferramentas geridas por profissionais que levam a Umbanda como bandeira, o trabalho fala por si, os beneficiados são as testemunhas...
Viajei um pouco, pude estar próximo da Umbanda em outros lugares, culturas e costumes, realidades diferentes, mas em todos os lugares a essência é a mesma, Umbanda é vida, é luz, é sentido à vida.
Vi e tenho visto pessoas usando a Umbanda como produto, como estratégia de marketing, como mote político e até mesmo fundindo Umbanda com sinônimo de festa.
Palavras bonitas, melodiosas, estratégicas, carregadas de cientificismo falacioso são no geral a máscara daqueles que pouco fazem, por isso falam demais.
Sobretudo me alegro por manter minha digna lucidez, mesmo quando dizem que sou louco, sei que a loucura é a verdade do iludido.
O tempo vem me ensinando coisas maravilhosas e o tempo mostra a cada um quem é cada um.
Então enquanto uns acreditarem que a Umbanda precisa de heróis, haverá quem se sinta herói, enquanto alguns pensam que a fachada, cor da pele, ou coisa do tipo, traz vantagem para a Umbanda, haverá aquele que irá tirar vantagem, enquanto houver aqueles que confundem relaxo com humildade, veremos algumas manifestações de Umbanda relaxada, enquanto houver aqueles que acreditam que a Umbanda é uma festa, haverá promoters e anfitriões fazendo da Umbanda um salão de festas, enquanto houver aqueles que pensam que Exu não é bom, haverá um Exu malvadinho do lado, por fim, enquanto houver aqueles que acreditam que para ser um bom Umbandista não é necessário conhecer a Umbanda, teremos muitos oportunistas ludibriando os incautos acomodados e merecedores de serem presas de entes trevosos.
Umbanda fala mais alto que o tambor, chora mais silenciosa que as plácidas águas dos rios, é mais valente que qualquer guerreiro e herói, é mais sábia que o mais sábio ancião, é mais e mais do que possa nossos sentidos humanos tentar descrever.
Os valores morais, éticos e comportamentais foi a Umbanda que me ensinou, assim sei que é com muita gente, talvez com a maioria de nós Umbandistas, por isso é que isso não tem nada de mais, Umbanda é assim, a mãe que acalenta, o pai que ensina...
Sempre que falo e escrevo de Umbanda meus dedos não param, minha mente acelera e perco a noção de tempo e espaço, por isso vou encerrando aqui este balanço, esta reflexão, este agradecimento...
Obrigado pelos mais de 100.000 acessos em meu Blog... esta marca me motivou a escrever mais...
Obrigado a você!

Grande abraço!

Pai Oxalá nos abençoe, nos guie, nos ampare!
Mãe Yemanjá nos fortaleça e faça renascer neste novo ciclo sentimentos de amor e perseverança!
Pai Ogum nos proteja de todo mal, nos proteja do mal em nós!
Pai Obaluayê nos cubra de luz e nos conduza à transcendência neste novo ano de 2011!

Um Feliz Natal, de amor e família!
Que venha um 2011 de desafios, aprendizados e superações a todos nós!

Rodrigo Queiroz


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ELEMENTAIS - Os Espíritos da Natureza!

Por Rodrigo Queiroz

Para nós espiritualistas ou Umbandistas sabemos que há muito mais "mistério", muito mais vida, do que pode nossa mente entender, conhecer ou acreditar. Às vezes ficamos confortavelmente acomodados a respeito de alguns parcos conhecimentos sobre espiritualidade e múltiplas realidades. Entretanto, noutras vezes somos provocados a refletir sobre assuntos mais amplos, outras possibilidades, e devemos, por coerência com a ideia de evolução, parar para refletir e contemplar novas descobertas.

Eu particularmente nunca tive interesse no assunto Elementais, sempre li algo aqui ou ali, mas nem me despertava interesse, de modo que também não tinha uma ideia bem formada, sabia que existiam, mas não entendia a estrutura, organização e importância. Sempre soube que estavam presentes nos trabalhos da Umbanda, fazendo atuações específicas; algumas vezes por meio de alguns textos ditados pela espiritualidade que citavam a presença deles, mas ainda assim não me despertava atenção. Por outro lado, sempre achei que o pouco que existe escrito e estudado sobre estes seres já era tudo, ou ao menos o mais importante, também confesso que acreditava que só a apresentadora infantil Xuxa costumava ver e falar com estes seres, bem como os adeptos do "chá de cogumelo" e fanáticos pelo desenho animado "Smurfs" (risos). Brincadeiras a parte, o fato é que entre saber da existência destes seres e sentir a necessidade de me aprofundar no assunto havia um espaço gigantesco, que foi bruscamente eliminado a partir de Setembro e Outubro do ano de 2009 – agora pensando que este período é a Primavera, as coisas tomam até mais sentido – nesta época o mentor espiritual Pajé Arranca Toco se aproximou e iniciou a seguinte prosa:

"-Filho, preciso que se permita entender mais sobre o Reino Elemental e os seres que ali pertencem. Seres de extrema importância para a geração e manutenção da vida neste planeta, e quando digo que é a vida, trata-se de todas as formas de vida, desde os fungos aos seres humanos, da sua forma etérica à física. Desdobrar-se no estudo do Reino Elemental não será tarefa fácil, pois precisamos separar o que é fantasia do que é real, porém em alguns momentos terá a sensação de que a fantasia sempre foi real. Nos tempos antigos, os humanos tiveram maior contato com os seres elementais, houve uma convivência e um despertar de consciências, no entanto, no último século, muito do que foi explorado sobre este Reino e seres caiu na descrença e tomou-se por fantasia e fantasiado, virou conto para criança ou coisa de criança. Ainda hoje alguns segmentos místicos se arriscam no contato com estes seres ou ainda falam sobre os mesmos, no entanto, ainda há uma repetição limitada do que já foi dito e vivido. Pretendemos tratar deste assunto de maneira nova, real e adaptada a esta modernidade que outrora esmagou a compreensão sobre este Reino. É preciso compreender sua vital importância, bem como é possível a relação humano e elementais e também entender porque é importante esta relação lucidamente, já que estamos com eles ao nosso redor a todo instante.


Na Umbanda, muitos espíritos trazem a companhia destes seres e mesmo os que não os envolvem ainda assim são envolvidos. Levar o estudioso a descobrir um novo mundo de incríveis possibilidades é nosso objetivo, acreditamos que todo aquele que se desperta ao Reino Elemental tornar-se-á mais sensível com a vida, a existência e sua natureza. Dificilmente aquele que contatar um Elemental poderá se manter indiferente à sutil e intensa complexidade da vida em todas as suas esferas.


Alguns séculos atrás, feiticeiros e magos invertidos escravizaram e utilizaram muito mal estes seres, criando um prejuízo inestimável à vida global. Tem alguma dúvida filho?

- Eu? Sou só dúvidas! Sr. Pajé, procuro ser sempre prestimoso a vocês guias espirituais, fico feliz por esta oportunidade, mas receio que não possa atender às expectativas, visto que nunca nem pensei ou estudei sobre estes seres e sinceramente até o momento não me ocorreu a dimensão da importância destes para nossa vida...


- Ótimo filho, são de instrumentos assim que precisamos, onde tudo poderá ser uma novidade e, por nada saber, o que restará será pesquisar sobre o assunto e comparar, mas pouco ou quase nada palpitar.

- Sendo assim, estou à disposição.

- Então comece a se concentrar numa intensa luz verde florescente..."

Bem, a partir deste momento muita coisa começou a ser transmitida, nesta ocasião, sem o uso de nenhum alucinógeno, comecei a ver coisas (risos), e a cada nova visão ou aprendizado fui tomando consciência da infinitude do Criador, de sua complexa Criação e de que a espécie humana é pequenina, muito pequenina, perto do que há entre nós.

Naturalmente fui pesquisar sobre o assunto, e na busca de literatura e explorações sobre os Elementais existe uma carência enorme, os parcos livros que existem no Brasil são em sua maioria um cópia do outro e o conteúdo não vai muito além do que a Xuxa já falara para seu público infantil. Consegui com o tempo algumas obras traduzidas de 1902, do pesquisador Geoffrey Hodson, que julgo ser um dos melhores materiais confirmatórios sobre a existência destes seres, mas que se resumem apenas a descrições de sua clarividência, sem maiores considerações sobre a organização e estrutura deste Reino. Enfim, entendi o pedido do Pajé...

Comecei então a registrar as informações, ensinamentos, desdobramentos e vivências com este Reino, logo mais poderemos divulgar de maneira organizada. No entanto, a intenção neste texto é compartilhar a experiência e poder de alguma maneira despertar você leitor para novas reflexões.


Transcrevo abaixo algumas classes de Elementais e uma síntese de seu campo de atuação:

- Dragão: mentais regentes de reinos específicos, são verdadeiras Divindades que detêm a função de conceber a realidade Elemental e sustentar os seres que neles habitam. Há Dragões para todo elemento original, ou seja, temos o Dragão do Fogo, mas também o da Água, do Vegetal, da Terra, do Ar e assim por diante. Podemos ainda comparar os Dragões para o Reino Elemental como são os Orixás para o Reino Humano;

- Unicórnio: sentinelas dos reinos elementais, fazem a "vigilância" vibratória do Reino e supervisionam o desenvolvimento da estrutura elemental;

- Fadas: seres do ar, alados, que se ligam a todos elementos, de modo que temos fadas do ar, do fogo, da terra, etc. São de estatura média grande, encontrando-se fadas de até um metro e vinte centímetros. São mentalmente bem desenvolvidas e têm consciência da estrutura humana, podendo estabelecer alguma interação intencional;

- Gnomos: como os outros, também encontramos gnomos de todos os elementos, ao contrário da ideia de serem elementais da terra. Esta ideia se deve ao fato de terem a função de semear a vida de espécies que precisam da terra para seu desenvolvimento, como os minerais e vegetais. Podemos compará-los aos jardineiros;

- Duendes: são pequenos, alcançando no máximo 30 centímetros de altura. Há registros de visão destes seres com mais de um metro, mas é por conta de uma projeção visual, onde são peritos neste tipo de atividade. São responsáveis por dinamizar a vida natural e garantir a manutenção dos elementos;

- Ondinas: seres naturalmente aquáticos, com a função de projetar, dinamizar e manter a vida natural no reino aquático, porém cabe aqui uma divisão: ondinas estão para o mar e ninfas estão para os rios;

- Sereias: são mentais organizadores das estruturas elementais aquáticas, maduras como as fadas, têm consciência da vida humana e podem interagir;

- Salamandras: seres ígneos, estão no centro do planeta dando condição energética para a vida no mesmo.

O espaço é curto e não poderei citar tantos outros, mas ainda entre os citados há subdivisões e há os Throlls, Silfos, Gigantes, enfim. E como tudo no universo, há os positivos e negativos, sublimes e invertidos.

Vou ficando por aqui, pense nisso!

Saravá!
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

100.000 VISITAS

Olá internauta, saravá!
Muito obrigado por acompanhar este blog, já ultrapassamos as 100.000 visitas.
Divulgue este canal!

Abraços,

Rodrigo Queiroz

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TERAPIA DOS CRISTAIS EM BAURU

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

AGORA VOU FALAR (escrever)


Corrupção, Lula, Obama, Futuro...

Faz tempo que estou com vontade de escrever umas coisas que se passam na minha cabeça. Desde que iniciou a campanha eleitoral 2010 comecei a ficar incomodado com o processo midiático e, de prosa em prosa com alguns amigos e conhecidos, fui percebendo o impacto da manipulação midiática até mesmo naqueles que eu julgava "cheios de personalidade".

Passaram as eleições, os resultados sabemos, e agora a nova "moda" é sacanear, ou melhor, "afogar" os nordestinos...

Nossa! Tenho sentido que a sociedade está cada vez mais violenta. Parece papo de jornalismo "Datena", mas este texto está longe disso. Sei que sempre houve violência, também sei que nos últimos 20 anos a violência vem aumentando a passos galopantes, mas nos últimos 2 anos estou assustado com o requinte de violência comum, diária, que tem sido notícia.

"Bang, bang" entre polícia e ladrão, assassino passional, trânsito e morte por dívida, isso é mais que comum, é banal, o negócio agora é esquartejar, dar sumiço nos restos mortais, não sem antes torturar com alta dose de sadismo. Jogar da janela crianças indefesas, estuprar os próprios filhos, enterrar vivo, arrastar amarrado no carro, queimar vivo enquanto dorme, chutar até morrer no meio da rua. Uau! Isso tudo era filme americano, ficção, inimaginável entre "seres humanos CIVILIZADOS".


Há quem diga que isso tudo é influência do cinema, há quem diga que é culpa do governo, há quem diga que é culpa do tráfico, há quem diga que é falta de polícia, há quem diga que é coisa do capeta, há quem diga que é falta de evolução, na verdade há sempre quem diga, todo mundo quer falar, todo mundo fala suas verdades e esquece que sua visão é apenas uma perspectiva particular, limitada como a própria visão.


Se você para no semáforo e fecha os vidros antes que o garotinho da rua te aborde, você é preconceituoso, insensível e não vai pro céu, já se você não fecha e é assalto, então você é um babaca inocente e desatualizado que parece não saber como as coisas andam hoje em dia.


Ai, ai, outro dia parei no semáforo, estava muito calor, eu no conforto do ar condicionado dentro do carro mirei um rapaz e seu pesado fardo de panfletos vindo em minha direção, compadecido abaixei o vidro para no mínimo ser gentil, minha esposa sempre fala que eu preciso ser gentil com os panfleteiros, pois bem, nem abaixei o vidro até a metade e surgiram dezenas de mãos com papéis para dentro do carro, eu juro, não sei de onde vieram, o que sei é que quase me afoguei num mar de papéis, mal consegui jogar tudo no chão do passageiro e já estavam buzinando atrás de mim e, claro, não vi nenhuma daquelas propagandas. A culpa não é do panfleteiro, a culpa é dos "marketeiros" que ainda recorrem a esta mídia irritante, poluente e pouco eficaz. Quer saber? Não pego mais também.


Não sou partidário, não pertenço a nenhuma corrente política mas também não sou um analfabeto político, gosto do assunto, adoro assistir as plenárias da cidade, do estado e do senado, hahaha, minha esposa fica "fula" comigo, fico vendo reprises à noite, vejo até as transmissões do canal jurídico, das sessões do STJ, neste caso poucas vezes sei do que estão falando, mas gosto de ver o negócio...


Se sou indagado de qual é minha posição política, digo que sou "centralista", sei lá se existe isso, mas entendo que nem muito esquerda e nem muito direita são boas coisas, todo radicalismo faz mal, penso que as duas extremidades harmonizadas para um trabalho efetivo podem promover grandes realizações.


Lembro vagamente da candidatura do Lula contra o Collor, eu era menino, lembro também tão vagamente do golpe do Collor, eu era menino, em casa não se falava de política, não fomos educados nem em casa e nem na escola com uma percepção política da vida, fui crescendo e vendo estas coisas, na faculdade, ou você se politiza ou assume que é um zero à esquerda. Ainda assim podem te confundir como de esquerda. É sério! Tome cuidado como se expressa, sempre terá alguém ou um grupo para distorcer tudo contra você.


Na primeira eleição que Lula ganhou, eu escutava muita gente literalmente "desesperada", com medo de que, se o metalúrgico sem estudo caísse no poder, o Brasil sumiria do mapa. Tive a sensação de que viveríamos um cataclismo, as fronteiras fechariam, o mar secaria, loucura total!


Hahaha, o cara ganhou e, para o desespero geral dos sei lá o quê, ele tem a cara do povo, é adorado, e cá entre nós, o país vai melhorando, foi reeleito e as coisas continuaram...


Enfim, cresci e me apaixonei por algumas coisas, me graduei em Filosofia, lecionei também Sociologia e venho formando minha personalidade sobre essas influências.


Acompanhei empolgado as eleições americanas, a ideia de um negro no poder americano, que sabemos é o mesmo que no poder mundial, me empolgava... E BUM! O Obama ganhou, uau! O mundo será outro! Seria!?! Talvez seja. O fato é que com essa novidade mundial, tudo o mais é contagiado para a possibilidade de radicais mudanças, como por exemplo, o Brasil ter uma presidenta.


Pois bem, já temos uma mulher eleita para reger esta ópera chamada Brasil.


Isso incomoda muita gente, mas nem tanto assim, ela foi eleita.


Dizem que o governo Lula é muito corrupto, mas todos sempre foram, isso é uma triste constante no comportamento político brasileiro.


Analisando este governo, sinceramente tenho boas impressões, veja bem, eu pertenço à classe média baixa ou baixa média, sinceramente não entendo qual a diferença entre média baixa e baixa média... Nunca tive facilidades, estudei em escolas públicas, trabalho desde os 13 anos, paguei para terminar meus estudos no ensino médio e faculdade, além de tudo pertenço a um grupo religioso considerado de minoria e diariamente combatido via mídia.


Entretanto, hoje aos 28 anos, casado, dois filhos e empresário. Trabalho de 12 a 15 horas por dia, de segunda a sábado. E, garanto, ainda consigo tempo para estudar, ler, escrever, namorar (minha esposa), rezar, passear e estar com os filhos.


Alguns diriam que é muito tempo trabalhando, mas para todo bônus há um ônus, ninguém falou que seria fácil ter uma família, independência, carro, casa e estas coisas... O que gasto de escola com os filhos por ano eu não gastei em toda minha faculdade... Diriam que isso é culpa do governo!


Claro que seria mais confortável, como foi para meus pais, colocar os filhos em boas escolas públicas... mas hoje já não existem mais... Dizem que é culpa do governo!


Seria muito bom poder usar a saúde pública ao invés de pagar uma fábula de plano médico, claro que seria, mas saúde pública? Dizem que é culpa do governo!


Seria mais sossegado saber que meus filhos teriam empregos garantidos e uma boa aposentadoria, assim não precisaria pagar desde o primeiro mês de nascimento uma previdência privada, claro que seria, mas, será? Dizem que é culpa do governo!


Pobre quando se droga, mata, rouba e vai preso, dizem que é culpa do governo!


Rico quando se droga, mata, atropela e vai preso, dizem que é carência!


Já que todo mundo diz, eu também vou falar.


Enquanto buscarmos soluções para o particular no externo, estaremos de fato condenados ao erro.


Evocando o Lula novamente, veja o exemplo, nascido em terra agreste, pobre, sem perspectiva, num país muito pior do que hoje ele teve a opção de decidir entre morrer na miséria ou ser presidente da república. Toda decisão exige um comprometimento e um caminho.


A vida é feita de escolhas e quem as escolhe não é o governo, é você.


Quando uma estudante paulistana, metido a intelectual, sinaliza no ápice de sua má formação humana, acadêmica e política, o pior dos comportamentos sociais, a discriminação entre culturas, pedindo para matar os nordestinos, sinceramente, essa pessoa não sabe onde vive. Não sabe que os principais intelectuais, comediantes, sociólogos, pensadores, artistas, vieram do nordeste. Também não sabem que a principal força operária que impulsiona a economia do estado onde ela vive (e eu também) vem das mãos e do suor dessa gente. É meu irmão, diziam que o futuro da nação está nas mãos dos estudantes, eu tenho medo.


Com o tempo vamos descobrindo, com serenidade e humildade que cada um é responsável pela sua vida, que o governo é uma macroestrutura que tem por objetivo garantir a vida social, produção científica, cultural, saúde e educação. Mas não tem que criar ninguém, não tem que dar nada na boca de ninguém, acorda!


E digo mais, enquanto pais delegarem às escolas a educação moral básica dos filhos, continuaremos vendo projetos de delinquentes, marginais e corruptos desde a sala de aula ao parlamento.


Não que as escolas façam isso, mas porque a ausência de valores familiares, princípios básicos de respeito ao outro, ao patrimônio e ao meio vêm do berço.


Enquanto o adulto continuar jogando latinha descartável em via pública na frente das crianças, maltratando o garçom na frente das crianças, ridicularizando os subalternos na frente dos filhos e achando lindas as delinquências do infante, isso é só uma roda-viva, esta criança com má formação estrutural vai estar no palanque daqui uns anos, e isso é culpa do governo?


Enquanto pais espancam seus filhos, ensinam que na vida a violência e a lei do mais forte é que comanda as coisas, continuaremos perdendo potenciais intelectuais para as drogas e o bandidismo. E isso é culpa do governo?


Por favor, não me venha com essa prosa.


Sabe, sou microempresário, tenho uma pequena empresa que está com vagas de emprego em aberto, faz 3 meses que não consigo preencher, sabe por quê? Simplesmente porque está cheio de gente querendo emprego, mas não querem trabalho, isso é culpa do governo?


Sou partidário da ideia de que cada um deve ralar para ter suas conquistas e de alguma maneira colaborar com seu meio, de alguma maneira...


Para ir finalizando este desabafo, quero registrar uma situação, há algum tempo conversando com meu irmão, que é gerente de um banco, ele que é o típico "Tucano" admitiu que os bancos e os endinheirados do país não têm do que reclamar do governo Lula, a economia bombou, o dinheiro está circulando, os bancos estão lucrando mais que nunca. E os pobres, bem, continuam elegendo este governo.


Outro dia, em conversa com outro gerente, de outro banco, este também afirmou o que meu irmão já dizia, este já com números na ponta da língua comparando o governo anterior ao Lula, realmente é impressionante os investimentos para o desenvolvimento do país.


Corrupção tem, mas quem é corrupto é o homem, vide Tropa de Elite 2.


Agora tem a Dilma, uma mulher no poder de um país machista e preconceituoso, hahaha, dou gargalhadas de prazer, acredito com entusiasmo neste governo feminino, mas o que gosto mesmo é da ideia de saber que estou participando de um período incrível de transição cultural no mundo.


América sob o comando de um negro e o Brasil sob o comando de uma mulher, claro que transições tão radicais assim em padrões tão antigos causam tumultos, mas o bom é que isso passa e o que fica serão os resultados do plantio.


Acredito que será mais fácil educar meus filhos com este contexto, dificilmente serão machistas ou racialmente preconceituosos, o meio já não permitirá...

No fim e por fim, a culpa é sua, se você não está contente com seu país, com seu estado, com sua cidade, o que está fazendo para colaborar?

Faça a sua parte bem feita, preencha todo seu tempo com o que é realmente importante e producente, daí não terá do que reclamar.

Eu termino aqui dizendo que acho a vida bela, gosto de viver, gosto pra caramba, gosto do meu país, gosto destas contradições e dos contrastes, gosto dos desafios e sei que posso colaborar para o futuro, cuidando do presente, como diz um provérbio sânscrito "O passado é apenas um sonho; o futuro, uma visão. Mas o presente bem vivido torna todo o passado um sonho de felicidade, e o futuro, uma visão de esperança. Por isso, preste atenção ao dia de hoje."

Grande abraço,

Rodrigo Queiroz - mais um neste mundão de meu Deus!



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

102 ANOS DE UMBANDA - Um Agradecimento!


OLORUM, SALVE O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS


Por Rodrigo Queiroz

Divino Criador Olorum, salve!

Eu vos peço licença para evocar a luz de um dos seus Mestres da Luz.

Bendito Caboclo das Sete Encruzilhadas, vós que foste escolhido entre tantos Mestres da Luz Divina para que fizesse nascer neste plano físico da existência a manifestação sublime do amor de Deus.

Trouxeste o consolo, a paz, a guia para todos que, já cansados de uma vida de ilusão e distanciamento de Deus, pudessem através desta flor divina renascer a cada dia e sentir-se mais próximo do Criador.

Vós, Divino Caboclo, ao enfrentar as barreiras conceituais dos homens, encorajou a todos nós a enfrentarmos as barreiras naturais da nossa vida, de nosso íntimo e de nossa mente.

Desde vossa primeira manifestação, a vida nesta realidade nunca mais foi a mesma, pois os habitantes desta realidade sempre encontram ou encontrarão na vossa manifestação o alimento para a alma, o curativo para as dores, a bússola para a caminhada.

Obrigado, Bendito Caboclo, por aceitar a missão de manifestar aqui, nesta terra agreste e contraditória, a vontade do Pai.

Obrigado, Divino Caboclo, por fazer nascer neste solo a libertação natural dos seres aprisionados nas ilusões da matéria, nos sentimentos confusos, no ego espiritual e nos interesses pessoais.

Obrigado, Caboclo das Sete Encruzilhadas, por brindar o mundo com a Religião Umbanda, abençoado seja vosso companheiro e instrumento Zélio de Moraes, abençoados sejam todos os que hasteiam a bandeira desta bendita religião sem tê-la como fuga, máscara ou arma.

Obrigado Caboclo das Sete Encruzilhadas que, por não ter caminhos fechados, abriu os caminhos dos seus filhos nesta terra, nos ensinando que a verdadeira vontade do Pai é acolher a todos, aprender com quem tem a oferecer e ensinar a quem precisa, a ninguém virar as costas, pois somos todos UM, somos uma só BANDA, somos UMBANDA!

Saravá!

(Meditação ao Caboclo das Sete Encruzilhadas pelos 102 anos de Umbanda, no dia 15/11/2010)

SEU COMENTÁRIO É MUITO IMPORTANTE.



SEMANA UMBANDISTA SP

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SEMANA UMBANDISTA RJ


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CULTO Á OMOLU É DESTAQUE NA MÍDIA

FONTE: Jornal da Cidade de Bauru - 03/11/2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

TROPA DE ELITE 2 E A UMBANDA

Saudações leitor, saravá!
Não tenho o hábito de publicar textos de outras autorias aqui no blog, no entanto este texto eu recomendo e faço questão de publicá-lo aqui.
Boa leitura!

Por Júlia de Lucca


Ontem assisti duas vezes ao filme Tropa de Elite 2, saímos da sessão das três e seguidamente entramos na fila da sessão das cinco. Nem com Nosso Lar foi assim! Por quê? Será que nos aprisionamos pelo efeito vertiginal do novo cinema de ação brasileiro? Creio que não, nunca fui muito dada a esse gênero. Uma coisa que precisamos admitir, com muita alegria, é que, seja em Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite e mesmo Nosso Lar, a arte cinematográfica brasileira está se dedicando a dar a conhecer ao próprio brasileiro segmentos de sua realidade, fazendo-nos entender que de algum lado precisamos estar, alguma posição precisamos tomar. Os filmes saíram de uma atmosfera pequeno-burguesa e adquiriram fôlego consciencial, e me têm chego como presentes que pretendem mostrar um cenário maior do que aquele que sozinhos, ou organizados em nossos pequenos grupos cotidianos, podemos perceber.

O que me fez querer mais do Tropa 2 foi ter uma segunda chance de perceber os detalhes da engrenagem de um sistema que aparece a nós cotidianamente apenas em segmentos, vultos, sombras, hipóteses, e que lá na tela estavam tão clara e logicamente articulados, a ponto de alcançarem em cheio o estômago, a mente e (por que não) o espírito do espectador. Impossível sair ileso, sair intocado pelo senso crítico, pela vontade de justiça, pela necessidade de transformação.

Esse sentimento afirma novamente pra mim a força e a grandeza da Umbanda em minha vida e até na vida da nação brasileira. Discurso de fanático religioso? Fuga de uma realidade desagradável por meio da ideia do mundo dos espíritos? Não creio, pois o caminho de meus pensamentos foi inverso ao daquele que busca em tudo razões para justificar sua fé. Quando entrei na sala de cinema tinha a plena convicção de que dedicaria algumas horas de meu dia a um pouco de cinema, feito por homens, sobre o mundo dos homens, para os homens, apenas isso. Foram os insights que o filme me proporcionou, aliados à profunda necessidade de agir, que me remeteram à amada Umbanda.

Como?

Pense no verbo AGIR. Agora olhe a sua volta e veja por onde pode começar. Partidos políticos? ONGs? Trabalho voluntário? Caridade material? Todas alternativas válidas, e positivas, mas nenhuma delas está livre de dar manutenção aos males que as fazem necessárias: corrupção, injustiça, desigualdade, violência, miséria. Acredito que sejam práticas que busquem amenizar um grande mal instalado, mas a história nos mostra que nenhuma delas foi suficiente para desmantelar esse mal instalado, se formos um pouco pessimistas (realistas) podemos notar até que dão forças à própria estrutura do mal, por mais boa vontade que possamos ter.

Para tanto, este nosso mundo precisa reinventar sua estruturas, e apenas um homem reinventado – vários homens reinventados – podem fazê-lo. A reinvenção exige que busquemos novos modelos, modelos de pensar, de ser, de agir, enfim, modelos de paz e igualdade, que não creio poderem chegar a nós sem a inspiração, e mesmo participação efetiva, dos nossos irmãos maiores, nossos guias de luz, o amado povo de Aruanda. O caboclo como mestre da retomada ao natural, ao essencial, ao coração; o preto-velho como imagem da resistência pacífica, da sabedoria e da experiência no mundo dos homens; os baianos e boiadeiros, como apontadores dos caminhos do trabalho dignificante, da alegria renovadora, da magia, do amor a sua terra e a seu povo; os marinheiros, como trabalhadores de limpeza, de vitalidade; os guardiões e guardiãs, como detentores do vigor e estímulo necessários à autodefesa e à boa luta. Há ainda os erês, ciganos, exu-mirins, orientais, pajés, cada um a sua maneira nos mostrando como fazer melhor, como fazer para o melhor.

Logo notei que esta tão necessária transformação será mais eficaz quanto silenciosa, mais vitoriosa quanto humilde; pois ela passa por cada médium que, cotidianamente, veste seu uniforme e dedica um pouco de seu tempo à prática mediúnica de qualidade e, além disso, norteia seus atos e palavras pelo que colheu nessa prática. Esse exército silencioso, enquanto é desacreditado pelo preconceito e pelo medo, edifica os sete pilares dos fatores divinos que, sob a luz de Aruanda, sustentarão o mundo do homem. Para isso cada um de nós, ainda que acanhadamente, trabalha.

Não saí profundamente triste do cinema porque não me senti, talvez como boa parte dos espectadores brasileiros, refém de um mundo cão, marionete dos jogos dos poderosos e mesquinhos. Saí sim, fortalecida para a silenciosa luta, revigorada para batalhas vindouras, porque sou da nação do povo de santo.

Saravá Umbanda!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PALESTRA EM BOTUCATU

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

MEDIUNIDADE DE TERREIRO

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

UM TAPINHA DÓI SIM!


Por Rodrigo Queiroz

Há pouco tempo a Lei que criminaliza o ato de bater, estapear e similares entre adulto e criança, ou melhor, entre pais e filhos, foi motivo de grande furor na mídia. Opiniões diversas são trazidas à tona e quase se instala um problema maior do que o motivo da Lei.
Aqueles que não aceitam tal Lei voltam-se contra o Estado, alegando que o mesmo não pode interferir na educação do lar. No entanto, não se trata disso. É baseado em inaceitáveis números estatísticos de crianças espancadas, torturadas e judiadas dentro de seus lares que o Estado se vê na necessidade e dever de agir.
Não dá pra mensurar o nível de "tapinha" permitido ou não. Mas dá sim para saber os grandes estragos que comportamentos de agressão por parte dos tutores contra seus filhos podem gerar na formação deste indivíduo.
Acho muito boa esta Lei, penso que veio tarde...
Tive contato com muitos jovens, pais e mães nas escolas que lecionei, minha disciplina é justamente a que visa à formação humana do indivíduo, em sala de aula encontramos o resultado do que ocorre nos lares.
Lembro quando em 2008 organizei um movimento contra violência infantil com o 7º ano do Ensino Fundamental II, eu explicava sobre os vários tipos de violência doméstica e, num determinado momento, um aluno que não era dos mais disciplinado desabafa: "Meu pai comete vários crimes comigo por dia". Esta cena me gelou, pois vi a impotência da criança, naturalmente, não podia fazer nada.
Pais e Mães reclamam a todo momento que não conseguem lidar com os filhos! Como assim?!?
Há quem pense que estes índices de violência doméstica estão nas classes sociais mais baixas, grande engano. O caso Isabela, jogada pela janela pelo pai, não se trata de classe baixa. O fato é que este descontrole emocional não está necessariamente ligado a nível social, trata-se de um processo de formação humana, valores e sentidos.
São pais e mães emocionalmente despreparados e imaturos para exercer a maternidade/paternidade, que não aprenderam que educação é um ato de amor, é a transferência de valores nobres e o norteamento para a superação constante dos desafios.
Quando um adulto (pais) agride uma criança (filhos) quer seja verbalmente ou fisicamente (o que é horrível), revela à criança toda sua incapacidade, fraqueza e impotência no educar, no orientar, no ajudar. A criança precisa de referências sólidas para sua formação, e quando isto ocorre é tendência natural que a criança responda com atitudes ainda mais "birrentas" ou "mal criadas" em relação ao adulto, numa tentativa inconsciente de encontrar em algum momento a solidez naquele adulto, que já deixou se perder. O problema é que se isso vai se repetindo, como rotina, ambos perdem o rumo, o adulto não acha mais nenhum recurso e tenta impor o medo como se este fosse sinônimo de respeito, e a criança cada vez mais fragilizada, agredida e reprimida vai explodir em algum momento, na adolescência ou já adulto; e ainda na infância já apresentará comportamentos constantes de desafios ao adulto.
Tenho dois filhos, um de 5 anos e uma de quase 1 ano, e até hoje não me vi em nenhuma situação ou com qualquer motivo para usar a força física na tentativa de impor uma ordem ou um limite.
Também não acredito que exista uma cartilha para se educar filhos. O que penso é que os pais precisam se conhecer, saber o que acontece no dia a dia dos filhos e, acima de tudo, conhecer os filhos, para que assim criem métodos de educação adequados àquela criança.
Certa vez, meu filho não estava num dia bom, ele tentou fazer algo que impedi, pedi que não fizesse, ele insistiu, ignorando várias vezes minha ordem, claro que eu já estava sem paciência, pensei que se eu continuasse naquele caminho íamos travar uma competição de força, onde, naturalmente, ganha o mais forte (engana-se). Bem, respirei fundo, me sentei à altura dele, o chamei para perto, já num tom de ternura, ele parou tudo o que fazia, veio correndo sorrindo, nos abraçamos forte, beijei ele, rocei a barba no pescoço dele (o que ele "odeia" rsrs), mordisquei a barriga dele, enfim, em alguns segundos mudei o foco do problema, me aproximei da realidade dele, depois com ele no colo olhei em seu olho e repeti: "Filho, isso que você quer fazer não pode agora, ok?" ao que respondeu com a mesma alegria e ternura: "tá bem papai!".
Entendi ali que ele não queria mesmo aquilo, mas num determinado momento usou a situação para me chamar a atenção ou coisa parecida, eu sem notar de pronto tentei abafar sua "farra", oras, mas ele queria se fazer percebido, se parasse com a tal "farra" o que ele poderia fazer?
São situações parecidas que levam pais à agressão aos filhos, para que sua ordem seja imposta a todo custo.
Neste dia não perdi minha autoridade, pelo contrário, reforcei pra mim e pra ele quem é que comanda a relação, com ternura e rigidez temperados, ele por sua vez é cada vez mais atencioso às ordens.
Enfim, bater dói muito, gritar e espernear dói também. É crime sim, mais que um crime social, é o fiasco na formação da criança, é a fragilização das referências e bases deste ser.
Reitero, o adulto quando bate ou agride verbalmente uma criança anuncia sua incapacidade e falta de inteligência para educar ou guiar o tutelado.

Pense nisso!

Rodrigo Queiroz - pai e educador

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MEDIUNIDADE NA UMBANDA - Uma breve provocação


Por Rodrigo Queiroz

A mediunidade é um assunto que permite infinitos desdobramentos e, portanto, é sempre pertinente, necessário e explorável.

Allan Kardec ao escrever O Livro dos Médiuns, apesar do título ser pretensioso, não esgota em si o assunto Médium e Mediunidade, muito pelo contrário, nesta obra temos o início da exploração e discussão deste assunto importante para a espécie humana.

Mais de 150 anos se passaram da publicação desta obra, assim muitos fenômenos ocorreram e muitos tipos de médiuns passaram e passam por este plano físico da existência.

Entendemos que a mediunidade está presente em todos os indivíduos, pois a mediunidade não é propriedade de nenhuma religião ou segmento espiritualista.

O que se faz necessário explorar é o que chamo de Mediunismo Umbandista ou "Mediunidade de Terreiro". Há alguns anos venho explorando o assunto mediunidade na realidade da Umbanda e percebemos que a maneira como a mediunidade é desdobrada na realidade da Umbanda é bastante diferente que em outros seguimentos com o uso consciente da mediunidade.

Não se trata das particularidades do ritual e dinâmicas internas dos terreiros, vai além.

Começamos a refletir sobre algo abaixo:

"Faz 06 meses que Fulano freqüenta o Centro Espírita Luz e Amor. Participa regularmente dos estudos mediúnicos, agora vai participar das atividades práticas...

Após a leitura do Evangelho e das palavras explanadas pelo presidente da mesa iniciam as manifestações dos mentores, ao que Fulano "estremece" o corpo e uma entidade se manifesta:

- Boa noite a quem é de boa noite!

- Seja bem vindo irmão! Qual o seu nome?

- Eu vim para dizer que este meu cavalo deve procurar um terreiro para iniciar sua missão, somos gratos a todos, mas o caminho dele é na Umbanda, eu me chamo Exu..."

Histórias como estas são cada vez mais comuns entre Umbandistas que, antes de chegar ao terreiro, tiveram sua passagem pelo Espiritismo.

Neste caso cabe a pergunta: - Se a mediunidade é algo inerente ao indivíduo, podendo ser exercida em "qualquer" segmento, porque então há esta "exigência" de um determinado médium buscar a Umbanda?

Acaso, este é melhor ou pior que os outros irmãos do Centro Espírita?

Também não cabe, neste caso, apontar a discriminação de alguns centros em relação às entidades típicas da Umbanda. Já temos notícias de muitos e muitos centros espíritas que abrem as reuniões para manifestação de pretos velhos, caboclos etc.

Por que afinal o Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas teve como missão fundar a religião Umbanda?

Com o advento da Umbanda acontece o rompimento de muitos médiuns espíritas que vão abarcar aos terreiros de Umbanda, também com o surgimento do ritual de Umbanda uma nova modalidade de mediunismo aflora, ou melhor, encontra solo fértil para desdobrar-se.

Por que, que mesmo querendo, muitos médiuns atuantes na seara espírita não conseguem incorporar um Exu ou um Caboclo? E por que, mesmo querendo, um médium que traz a companhia de guias típicos da Umbanda não consegue evitar a manifestação destas entidades e, em algum momento, estarão pisando um solo Umbandista?

Com isso é visto que há mais sobre Mediunidade, Mediunismo e Umbanda a se explorar, refletir e compreender.

Não se trata de classificar ou desclassificar a mediunidade de um campo ou outro, mas sim de buscar entender como e porque há esta diferença.

Os médiuns evangélicos encontram nas igrejas evangélicas um campo propício para esta mediunidade, da mesma maneira entre os médiuns católicos, os espíritas, os candomblecistas e, inclusive, os Umbandistas.

Mediunidade é algo global e universal, entretanto é importante compreender diferentes mediunismos e campos de ação. Para cada segmento há também uma ou outra faculdade mediúnica que é mais atuante ou característica. Da mesma maneira que cada segmento apresenta níveis vibratórios e magnéticos específicos, bem como campos de ação bem delineados.

Vou encerrando aqui este texto como uma provocação reflexiva, logo ampliarei esta discussão.

Grande abraço,

Rodrigo Queiroz

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terça-feira, 27 de julho de 2010

SE EU SAIR, O TERREIRO FECHA!


Por Rodrigo Queiroz

É comum que depois de algum tempo que uma pessoa está num terreiro, mesmo que em pleno desenvolvimento mediúnico, ela pense que é insubstituível. Isso é muito comum. O indivíduo tem a sensação clara de que se ela deixar o terreiro, o mesmo não sobreviverá, não conseguirá dar continuidade aos atendimentos e/ou coisa parecida. Ela começa a se achar vítima do sacerdote, dos médiuns mais antigos, dos seus irmãos de fé e até da consulência. Ela começa a ter um desejo inconsciente de "punir o terreiro" através da sua saída, pois ela terá a certeza que todos virão de joelhos implorar a sua volta.

Sei de pessoas que ficaram totalmente decepcionadas e mesmo depressivas ao verem que o terreiro em que eram membros sobreviveu à sua saída e que alguns meses depois nem se lembravam mais dela. Geralmente essas pessoas começam a falar muito mal do terreiro, do sacerdote e até mesmo inventam boatos dizendo que o terreiro está com problemas espirituais, administrativos, de moralidade ou outros quaisquer e por isso ela o deixou.

Conheço pessoas que ao deixar seus terreiros comentaram ter absoluta certeza de que seus "ex-sacerdotes" viriam correndo oferecendo um "cargo" ou alguma regalia para que voltassem. Um homem que conheci, não aceitou o convite de frequentar a corrente mediúnica de outro terreiro dizendo estar aguardando o telefonema do sacerdote pedindo sua volta. Eles não conseguirão sobreviver sem mim, afirmou ele.


Meses depois, ele não frequentava nenhum lugar ainda, outros do tipo abrem seus próprios terreiros...

Quero deixar claro que esse sentimento de ser insubstituível é natural em muitas pessoas, pois elas realmente são pessoas-chave para os terreiros em que frequentam. De fato, seus sacerdotes sentirão muito a sua saída. De fato elas farão falta. Mas cuidado para não cair nessa armadilha.

Da mesma forma e com a mesma gravidade, conheço sacerdotes que acreditam que os médiuns e membros do terreiro jamais deixarão sua corrente mediúnica e dizem: "ele não encontrará terreiro igual a este" ou ainda "ninguém o aceitará e ele voltará de joelhos pedindo para ser aceito".

Os dois lados se enganam. A verdade é que nem membros, nem sacerdotes são insubstituíveis e é preciso ter muita humildade, calma, paciência e, principalmente, muito equilíbrio para entender essa verdade.


Reflita sobre isso!

(texto adaptado do original "Se eu sair, minha empresa fecha" de Luis Marins)

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MAGIA DIVINA